Paula Pausini

Outro dia contei aqui que eu e o maridón nos acabamos no videokê. Quem acompanha nossas vidas nas redes sociais viu também um vídeo dos nossos amigos no maior forfé em casa sábado, cantando Total Eclipse of The Heart (http://instagram.com/p/ixaLUDMeAP/).

Isso tudo pode ter passado a impressão de que eu canto alguma coisa ou de que sou minimamente afinada, portanto já vou esclarecer: não, não sou. Eu canto mal, tipo MUITO mal. Mal mesmo. Nível cristaleiras explodindo em desenhos animados.

Não fosse suficiente todo o esforço para ultrapassar a barreira da vergonha e participar da brincadeira, eu ainda tenho um trauma de infância a superar.

O ano era 1996 (abafa o caso) e minha família resolveu fazer um mini cruzeiro de navio. Tudo muito lindo, bacana e divertido.

Eis que estávamos sentados no bar, acompanhando o pessoal que cantava no karaokê, quando o monitor anunciou: “e agora com vcs: PAULA PAUSIIIINIIIIII!!”.

Soltei uma gargalhada e falei para a minha irmã: “Afeeeee, quem é a cafona que se inscreve assim??”.

Até que o monitor veio até a nossa mesa e me entregou o microfone.

Sim, Paula Pausini era eu.

Porque, para o meu pai, não existem limites para trollar sua filha adolescente.

Eu, toda sem graça, tentei dizer que não sabia cantar, que era desafinada, que não tinha me candidatado, mas o monitor encarou como um desafio pessoal e instigou a galera do bar a gritar, em coro: “Can-ta! Can-ta! Can-ta!”, em meio a palminhas empolgadas daqueles estranhos que queriam mais era ver sangue.

Sem alternativa, deixei minha dignidade de lado e fui para o palco cantar In My Life, dos Beatles, em parceria com o tal monitor, que sequer conhecia a música e arrastou a letra inteira fora do ritmo (sério, QUEM não conhece essa música?).

Foram os três minutos mais longos da minha vida.  Ainda bem que naquela época não existiam celulares com filmadora nem youtube.

Alguns pais apoiam os filhos, torcem na arquibancada das competições, assistem às apresentações de ballet.  O meu inscreve a filha desafinada com um nome ridículo no karaokê.

É aquele tipo de trauma que nem terapia resolve.

Valeu, pai.

#fígarooooofeelings

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2 pensamentos sobre “Paula Pausini

  1. Oi Paula,
    Estava lendo seu blog por indiaçao de uma amiga, que dissesse ser bem legal ( e eu concordo pois adorei – Parabéns ), e de repente bateu o estalo = Paula + AUG + Advogada = gata Vitória! Bom nem sei se vc lembra da gatinha frajola chamada Vitória que foi encontrada queimada no terminal Fernao Dias e acabou perdendo um rabinho. É que eu adotei ela, fui eu , meu marido e meu enteado busca-la lá no antigo abrigo e quem fez a inspeçao lá de casa foi voce ( trocamos alguns e-mails na época ). Obrigada por me entregar a minha doce frajola, ela se chama Tixa e se voce quiser ver algumas fotos dela, tem no meu blog, quer dizer no blog dela e do irmao.
    A Tixa Viória me faz muito feliz, é uma supergatinha, amorosa, meiga e divertida, bem falante tem um miado doce e baixinho, é apaixonada por meu marido, alias como todos os gatos aqui de casa.
    Muito obrigada por ajudar a salvar e cuidar da Tixa.
    beijos
    http://doisgatinhos.blogspot.com.br/

    • Claro que eu lembro!! A Vitória era um dos meus xodós, tão fofa e carinhosa! Vou acompanhar sempre o blog!
      Que delícia ter notícias de vcs por aqui! Quem é a amiga que temos em comum?
      Obrigada pelo carinho, volte sempre! 🙂
      Beijos

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