A quarentena que fica…

Encontrei essa foto no tablet da Pi e ia fazer um story sobre meus dotes artísticos impressionantes (👌🏻🙄🤦🏻‍♀️), demonstrados na aula de Responsabilidade Social, depois da saga da flauta doce relatada nas redes sociais.

Só que acabei pega de surpresa. Pelo olhar dela. Pelo amor. Pelo desenho de nós com as mãos dadas, cercadas por corações.

Alguns dias são mais difíceis do que os outros. Termino assim: exausta, descabelada, sem tirar o pijama e com o esmalte todo descascado.

Mas ao olhar para fotos como essa, me lembro de que o cansaço, a quarentena, o caos, todos eles passarão. E nós… nós sempre, sempre, sempre passarinho… juntas.

❤️👩🏻👧🏼👧🏼👧🏼❤️

#vaipassar

#cabemtrêsvidasinteiras

#trêsmarias

#myprecious

#youwillneverwalkalone

Feliz aniversário, Cecília! – parte 6

Ela é sensível e doce, de um jeito tão singular, que comove até quem não a conhece direito.

É engraçada, elétrica, está sempre fazendo graça, macaquices e dancinhas malucas. Assiste à TV de ponta cabeça ou dando cambalhotas e pulinhos, incapaz de ficar quieta.

Ao mesmo tempo, é insegura ao extremo, tem medo de ficar sozinha e busca a aprovação da Pi a cada passo, inclusive para pegar um mísero copo de água.

Quando é contrariada, explode, berra, chora. Em seguida esquece, como se nada tivesse acontecido. Em exatos dois segundos. Não sabe o que é guardar mágoas ou rancor.

Para ela não basta estar perto, precisa ser grudada, no colo, de mãos dadas e ainda dando beijos e abraços consecutivos, como se o mundo fosse acabar. Tudo que ela quer é um espacinho em meio ao caos diário de uma família com três.

Por isso, é a primeira a comer, escovar os dentes, tomar banho e dormir. Faz o que pode para ajudar, sempre sorrindo. E nunca, nunca, nunca dorme sem dizer que me ama mais que tuuuuudooooo no mundo.

É tão, mas tão carinhosa, que faz meu coração transbordar.

Ela é, de longe, a que demanda mais atenção. Fica me seguindo pela casa, espera na porta, chama o tempo todo. Se puder, deita na minha cabeça.

É de uma generosidade ímpar. Altruísta que só, divide tudo, o tempo todo, sem o menor ressentimento.

O pedido dela para o Papai Noel foi saúde, amor e que ninguém da família morra. Nenhum brinquedo, nenhuma roupa, nenhum mimo.

Aprendo todos os dias com ela a ser melhor, mais humana, menos egoísta. A realmente enxergar os outros, com os olhos e o coração.

Ela também me ensinou que o complexo de filhos do meio não é lenda. Infelizmente, eles são sim preteridos vez ou outra.

Hoje, por exemplo, é o seu aniversário e, em vez de um programa especial, estamos passando o dia no hospital com a irmã. Ela merecia mais, eu sei.

Talvez por esse motivo seja tão dedicada e se esforce TANTO para agradar (e também grite muito, na tentativa de ser ouvida 🙄). Mas, no final, ela sempre entende e cede.

Ela é uma moleca, quer ser aventureira quando crescer. Ama animais exóticos, história, geografia, curiosidades do mundo natural.

Não tem a menor paciência para roupas, esmaltes, maquiagem, pentear o cabelo (só perfume!). Fala que preferiria ser menino, porque é muito mais divertido.

E eu respondo que ela pode ser o que quiser, como quiser, quando quiser, pois eu SEMPRE vou estar aqui. Come what may, no matter what.

Feliz aniversário, Liló, minha pimentinha rosa.

Obrigada por ser meu presente e me ensinar que amor não se enquadra. Ele deve ser cultivado e demonstrado em todas as ocasiões, no cotidiano, nas mínimas coisas, com pequenos grandes gestos. E que aí transborda, inunda, preenche, alegra e engrandece. Assim como vc.

Te amo tanto, que nem cabe ❤️

Beijos

Mamãe

#ratonildabirobiro

#isin’tshelovely

#birthdaygirl

E houve boatos de que eu estava na pior…

Fucking 4 horas da manhã.

Filha 3 em um entra e sai do hospital, péssima com problemas respiratórios e febrão (level hard).

Filha 1 começa a vomitar Godzilla style.

Filha 2 começa a chorar porque teve pesadelo.

Limpando, dando banho, atordoada, tentando entender o cenário.

Filha 1 chora de dor.

Filha 3 começa a gritar, me chamando desesperada, no meio do banho da irmã.

Corro até o quarto (febrão de 40 graus, dá medo de convulsionar, né?) e ela:

“Mamãe, não é que sou EUUUUU que estou doente?????? Vc está ESQUECENDO disso e cuidando da Pilar!!”.

Filha 2 ainda emenda: “e demorando (DEMORANDO. D-E-M-O-R-A-N-D-O 👌🏻) para vir tocar a música do coração!”.

Fritas acompanham, lindas?

Agora estão TODAS na minha cama, trocando vírus e brigando por colo.

Mencionei que são 4 da manhã?

Usem camisinha, pessoal.

Quem avisa, amigo é.

Depois não digam que não contei.

Era só isso mesmo.

De nada.

#maternidadereal

#cabemtrêsvidasinteiras

#inclusivanacama

#sópararepetirIGNOREMOFILTROSOLAR

#foquemmesmonacamisinha

#denada

#spoileraleeeeeeeeert

Update relevante para quem acha que acabou e contextualização da saga “mãe é mãe”, em três etapas 🙄👌🏻:

FIM.

Feliz aniversário, Dodoca! – parte 4

Ela gosta de dormir mexendo no meu cabelo. Tomar café da manhã de mãos dadas.

Ver televisão no meu colo.

Começa todas as frases com “Mamãe? Sabe…”, naquela voz rouca de tenora.

E me leva no bico de um jeito que dá até vergonha.

Ela solta “te amos”, “vc é a mamãe ‘mais, mais, mais melhor’ do mundoooooooo!!”, “vc mora grandão no meu coração” aleatórios, ao longo do dia.

E me dá beijos estalados e abraços bem apertados. “De urso!”.

Nossa simbiose. Tão única. Tão nossa.

Mas também só faz o que quer.

Praticamente a criadora da expressão “cagando e andando”. Não tem tempo ruim, não tem essa de agradar ninguém. Se não quer, não tem quem desempaque.

Escolhe as próprias roupas com as combinações mais estapafúrdias, me olha e ainda pergunta: “não estou muito linda??” 🙄🤦🏻‍♀️😂👌🏻

Ela tem o sorriso fácil e sabe fazer muito bom uso dele. Charmosa que só.

Também tem as bochechas mais deliciosas desse Brasil varonil.

Uma injustiça comigo.

Tudo que consigo fazer é falar “vou te jogar no lixo!”, para, em seguida, esmagá-la e segurá-la tão apertado, na esperança de que caiba para sempre assim, no espaço do meu colo.

Hoje faz quatro anos que ela me faz de gato e sapato.

E eu ainda termino todos os dias agradecendo por isso.

Feliz aniversário, minha Dodoka vidaloka, meu grudinho, meu terceiro presente.

Obrigada por virar minha vida do avesso desde os tempos da barriga.

Eu SEMPRE, sempre, sempre vou estar aqui, quando seus sonhos forem ruins, esperando de braços abertos minha Menina tão Maluquinha.

Te amo infinito. E além. E além. E além… ❤️

#rainhadofrevoedomaracatu

#dodokavidaloka

#birthdaygirl

Drops de uma vida na Alemanha – parte 8 (A saga do voo de volta OU Entre elevadores, malas, documentos esquecidos, extintores de incêndio e a Astrid OU Senta que lá vem história)

“Mas, Paula, vc vai viajar sozinha com as três? Tem certeza?“.

Claaaaaaaaro! Não vai ser complicado. Todo mundo faz tudo com os filhos a tiracolo na Alemanha, se eles conseguem eu também consigo. São só algumas horinhas, não pode ser tão traumático.

SPOILER ALERT: Big mistake.

Big, big, biiiiiiiiiggggggg mistake.

Começou que eu estava levando todas as malas do mundo, além das três quianças, ponto deveras importante, até então desconsiderado no planejamento.

Três carrinhos lotados, malas de mão empurradas, filhas executando malabarismos, gritando e fazendo manha por motivos altamente relevantes, tipo um canudo.

Paciência indo para a Lua desde a entrada no carro. Pai e irmã heróis tentando acalmar as meninas e colocar panos quentes. Primeiro piti já no estacionamento do aeroporto, acabando com a tentativa de “Comunicação não Violenta” apregoada por uma amiga – também mãe de três, só para evidenciar ainda mais o meu fracasso.

Finalmente consegui entrar no elevador, já suando, após travar uma breve batalha para passar o Carrinho de Pisa pelo friso e pela porta ao mesmo tempo  (coordenação não é item de série, reconheço, mas, em minha defesa, estava realmente pesado). Elevador fechou a porta e… começou a apitar.

Repeti a operação umas quatro vezes, sem nenhum sucesso. Na última, travou tudo, fiquei presa por alguns segundos e disparou o alarme. Típico sinal divino de que seria um loooooongoooo dia. Deveria ter escutado, eu sei.  Mas sou brasileira, não desisto nunca, desencaixei tudo e parti para a próxima fila.

Balcão de check in, mocinha sorridente e simpática:

– Documentos, passaportes, autorizações, localizador e passagens de volta OU CARTÕES DE RESIDÊNCIA, por favor?

E foi aí que a porca torceu o rabo.

Eu, a virginiana mór das galáxias, a fazedora oficial de listas e malas, a intolerante com desatenção alheia, a jogadora de merda na cara (e no ventilador) de terceiros até o fim da eternidade, euzinha, eu mesma, Ana Paula da Silva Sauro, deixei todos, todos eles (assim como os cartões de saúde) bem guardadinhos e protegidos…. no cofre de casa.

Sim, deu ruim.

Toca o tio sair correndo para pegar as carteirinhas na Morada dos Ramos. Toca o motorista chispando na hora do rush para atravessar a cidade. Toca pai e irmã heróis fornecerem doses cavalares de açúcar para nos distrair. Toca correr para o banheiro com chocolate quente all over das camisetas brancas das meninas.

Tudo que conseguia pensar era no tamanho do chilique que teria dado se o esquecimento tivesse sido do maridón.  Quase salivei imaginando a bronca homérica. Mas não, ninguém para culpar, a mula fui eu (o que, confesso, dá uma raiva ainda maior).

O tempo, que estava tranquilo pela primeira vez na história da humanidade, começou a apertar. Pessoas ligando e mandando mensagens “e aí?”, moça do check in dando aquela aterrorizada básica “Deveria ter chamado um motoboy, vou ter que tirar suas malas do voo”. Sádica a tia.

Quarenta minutos antes da decolagem, chororô de despedida na boca do embarque e nada dos documentos.

Mas eis que aparece quem? A equipe do Chegadas e Partidas do GNT (sempre, sempre, sempre choro com esse programa, fecha parênteses) de mala, cuia e Astrid, para nos entrevistar.

Porque, claro, se é para passar perrengue, que seja em rede nacional, né?

Meninas falando pelos cotovelos, Cecília querendo contar a vida, sem deixar a coitada da produtora fazer as perguntas, eu chorando e abraçando minha irmã. Um show de elegância e finesse inerentes à Família Buscapé.

Nesse meio tempo, as carteirinhas finalmente chegaram e eu saí correndo durante a matéria, sem dar satisfação. Diretora gritando atrás de mim que precisava da autorização de imagem, os RGs das meninas caindo pelo caminho, a moça da filmagem me ajudando a recolher. Aquele momento clássico em que tudo que se pode fazer é contar com o bom senso da galera da edição (Deus, nunca te pedi nada. Obrigada. Amém).

Fila do Raio-X.  Viúva Porcina aqui apitando loucamente, Pilar chorando porque eu estava sendo presa e ela não queria crescer sem mamãe (quase nada dramática), Dora correndo DO LADO DE DENTRO do balcão, subindo na cadeira da funcionária para ver “a televisão”, garota da minha frente sendo presa em flagrante, com drogas na mala (quem, quem, quem faz isso??).

Mas girl power! Yes, we can! Vamos viajar sozinhas! Olha que ótima ideia!

Meia hora para a decolagem e nós ainda na Polícia Federal.

Como sorte é tudo nessa vida, pegamos um atendente em treinamento e a responsável mais mal humorada do universo, que nos seguraram por exatos VINTE E QUATRO MINUTOS, até lerem cada vírgula de cada autorização. Marcados no relógio. Sem exagero nenhum. Foi mais rápido parir essas crianças do que liberá-las ali, certeza.

Enquanto isso, Dodoca vidaloka resolveu matar o tempo fazendo o que? Brincando com o extintor de incêndio, é claro.

Segurança limitou-se a me olhar with lasers e dizer: “Senhora, controle sua filha, por favor!”.

Opa! Deixa comigo! Agora que o senhor comentou, entendi meu papel. Total controle da situação 👌🏻

Eis que o atendente da companhia áerea veio esbaforido nos encontrar, anunciando: “Sinto muito, não dá mais tempo, tiraram suas malas do voo”.

Pilar começou a chorar desesperada, com as mãozinhas no rosto, repetindo em looping “E agora?? E agora?? Como vamos fazer, mamãe?? Nunca mais vamos ver o papai?” (dramática, lembram?).

Cena foi tão inesperada (Fernanda Montenegro, me liga! Tenho umas dicas para vc! 😉), que o moço se comoveu e passou um rádio “Tá bom, vamos tentar! Mas corram!”.

Saímos Forest Gump style, sem nem olhar para trás.  Dora ficou gritando e chorando que perdeu os sapatos em algum ponto entre a invasão do raio-x e o extintor de incêndio. Mocinho (um santo!) voltou afobado, catou a criança no colo, todos os pertences dela (inclusive a boneca, que também perdeu o sapato) para irmos mais rápido, eu agradecendo de joelhos (mas ainda correndo), até que ela solta: “Tio, fiz cocô. E tá fedorento”.

Choque.

Aí eu fiz o que qualquer mãe faria no meu lugar: fingi demência, surdez, inapitidão social e continuei correndo como se não houvesse amanhã, com meus fones de ouvido imaginários ligados.

Tripulação nos esperando na porta com cara de julgamento, cartões emitidos manualmente porque sistema já estava fechado, passageiros nos olhando torto.

Pessoas já tinham ocupado nossos lugares e tiveram que mudar. Eu ainda tive que trocar uma fralda DA-QUE-LAS (achei que pedir para o mocinho seria too much 😂) antes de autorizarem a decolagem.

E pensam que acabou? Não, não! Poderia seguir aqui ad eternum, com a saga do voo em si, as meninas quebrando tudo, a comissária dizendo que era o último garfo do voo, para, por favor, não derrubarem dessa vez, a Pilar perguntando para o moço ao lado por que ele estava viajando sozinho, se não tinha amigos, nem família ou virando a exorcista e vomitando as tripas.  Mas acredito que vcs entenderam o espírito do caos, né?

Basta dizer que na hora do desembarque, todos os passageiros em volta (e tripulantes!) se despediram das meninas PELOS NOMES.  E que o mocinho que se dispôs a carregar as malas de mão para mim até a imigração, enquanto eu levava a Dora no colo, foi DERRUBADO pela Cecília na esteira rolante. Isso mesmo, na horizontal. Ele lá, coitado, de quatro na esteira, bagagens tombadas no chão e ela gritando: “Doeu! Doeu! Foi tudo culpa dele!! Ele estragou sua mala e nem pediu desculpas, mama!”.

Talvez eu tenha chorado, prefiro não lembrar.

Enfim, poderia estar matando, roubando, enganando, mas estou aqui, dividindo a humilhação pública com vcs e me preparando psicologicamente desde já para a volta em dezembro. A menos que uma boa alma se ofereça para a tentadora missão de nos acompanhar no traslado.

Alguém? Plis?

Gratifica-se bem.

Força, Paola.

#pareceumepisódiodoChavesmasinfelizmentenãoé

#jornalismoverdade

#maternidadereal

#premiadafeelings

#moradadosramosafilial

#dropsdeumavidanaalemanha

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Drops de uma vida na Alemanha – parte 7 (Meu pão, minhas regras)

Chegando para buscar as meninas na escola, Pilar vira e fala:

– Look, mama! Fulana is going to have a sister! (“Olha, mamãe! A Fulana vai ter uma irmã!“)

Eu, vendo que a mãe da menina NÃO estava grávida, olhei para a Pi with lasers e comecei a falar entredentes, muito rápido, em looping, em português mesmo:

– Não, não, não! Fica quieta! Fica quieta! Fica quieta, por favoooooooorrrr!!!

Mas não deu tempo. Enquanto a Pilar me olhava confusa, a Cecília jogou a última pá de cal na situação cagada, fazendo aquele gesto típico com as mãos para mostrar a barriga e falando:

– But she seems VERY pregnant! Look!! (“Mas ela parece MUITO grávida, olha!“)

😵😵😵😵😵😵😵😵

Tudo que consegui dizer foi: “I’m so, so, soooooooooo sorry” (“Um trilhão de desculpas“) e voltar palestrando para casa.

Falei de feminismo, de liberdade, de padrões sociais inatingíveis, dos vários tipos de beleza, discurso completo. Estava me achando um sucesso no empodeiramento das meninas.

Pois bem.

Mais tarde, no restaurante, o garçom trouxe o couvert e a Cecília choramingou:

– Maamaaaaaaa, o pão da Dodoca está mais gordinho do que o meu!!!

Antes que pudesse processar a reclamação, a Pilar já me atravessou, gritando:

– CE-CÍ-LI-AAAAAAAA!!! Não pode falar assim! Vc não tem nada a ver com o PESO DO PÃOZINHO! Cada um cuida do seu nariz e ele pode ser como quiser, viu?!” 🤦🏻‍♀️👌🏻

Acho que na próxima vez vou tentar em alemão.

Certeza que deve ser mais fácil 🙄

#usemcamisinha

#trêsmarias

#cabemtrêsvidasinteiras

#moradadosramosafilial

#dropsdeumavidanaalemanha

Drops de uma vida na Alemanha – parte 6 (O dia em que precisei de um botão de ejetar)

Pilar na casa do vizinho novo, inspecionando quarto por quarto:

– Who sleeps here? And here? And here? (“Quem dorme aqui? E aqui? E aqui?“)

Ele respondendo com toda a paciência do mundo, até que chegou à suíte principal e ele:

– It’s fulana’s room (“É o quarto da minha namorada“)

Aí ela percebeu que tinham acabado os quartos da casa e perguntou:

– But where will YOU sleep? (“Mas onde VOCÊ vai dormir???“)

E ele:

– Here with her. If it’s okay for you 🙄 (“Aqui com ela, se tudo bem por vc 🙄”)

Corta a cena, dia seguinte, eu na sala do tal vizinho, sem ter acompanhado nada desse diálogo, totalmente vendida na história, eis que entra a Pi correndo:

– Mamy, mamy! He is going to sleep with her, that’s okay, right? (“Mamãe, mamãe! Eles vão dormir juntos, tudo bem, né?“)

🙀😳😂

Fiquei 5 segundos muda. Tudo que consegui pensar foi: “ela falou em português? Deus, permita que tenha sido em português!”.

Até que todas as pessoas da sala começaram a gargalhar e eu entendi que não, uma benção👌🏻🙈😂

Usem camisinha, pessoal.

Juro, bem mais importante do que filtro solar ou blusas com botões, repensei minhas prioridades.

Filhos são selvagens. Quando menos se espera eles entram em uma sala qualquer, perguntando na frente de todo mundo se os vizinhos podem transar 😬👌🏻🤦🏻‍♀️

FIM.

Coiote