E houve boatos de que eu estava na pior…

Fucking 4 horas da manhã.

Filha 3 em um entra e sai do hospital, péssima com problemas respiratórios e febrão (level hard).

Filha 1 começa a vomitar Godzilla style.

Filha 2 começa a chorar porque teve pesadelo.

Limpando, dando banho, atordoada, tentando entender o cenário.

Filha 1 chora de dor.

Filha 3 começa a gritar, me chamando desesperada, no meio do banho da irmã.

Corro até o quarto (febrão de 40 graus, dá medo de convulsionar, né?) e ela:

“Mamãe, não é que sou EUUUUU que estou doente?????? Vc está ESQUECENDO disso e cuidando da Pilar!!”.

Filha 2 ainda emenda: “e demorando (DEMORANDO. D-E-M-O-R-A-N-D-O 👌🏻) para vir tocar a música do coração!”.

Fritas acompanham, lindas?

Agora estão TODAS na minha cama, trocando vírus e brigando por colo.

Mencionei que são 4 da manhã?

Usem camisinha, pessoal.

Quem avisa, amigo é.

Depois não digam que não contei.

Era só isso mesmo.

De nada.

#maternidadereal

#cabemtrêsvidasinteiras

#inclusivanacama

#sópararepetirIGNOREMOFILTROSOLAR

#foquemmesmonacamisinha

#denada

#spoileraleeeeeeeeert

Update relevante para quem acha que acabou e contextualização da saga “mãe é mãe”, em três etapas 🙄👌🏻:

FIM.

Feliz aniversário, Dodoca! – parte 4

Ela gosta de dormir mexendo no meu cabelo. Tomar café da manhã de mãos dadas.

Ver televisão no meu colo.

Começa todas as frases com “Mamãe? Sabe…”, naquela voz rouca de tenora.

E me leva no bico de um jeito que dá até vergonha.

Ela solta “te amos”, “vc é a mamãe ‘mais, mais, mais melhor’ do mundoooooooo!!”, “vc mora grandão no meu coração” aleatórios, ao longo do dia.

E me dá beijos estalados e abraços bem apertados. “De urso!”.

Nossa simbiose. Tão única. Tão nossa.

Mas também só faz o que quer.

Praticamente a criadora da expressão “cagando e andando”. Não tem tempo ruim, não tem essa de agradar ninguém. Se não quer, não tem quem desempaque.

Escolhe as próprias roupas com as combinações mais estapafúrdias, me olha e ainda pergunta: “não estou muito linda??” 🙄🤦🏻‍♀️😂👌🏻

Ela tem o sorriso fácil e sabe fazer muito bom uso dele. Charmosa que só.

Também tem as bochechas mais deliciosas desse Brasil varonil.

Uma injustiça comigo.

Tudo que consigo fazer é falar “vou te jogar no lixo!”, para, em seguida, esmagá-la e segurá-la tão apertado, na esperança de que caiba para sempre assim, no espaço do meu colo.

Hoje faz quatro anos que ela me faz de gato e sapato.

E eu ainda termino todos os dias agradecendo por isso.

Feliz aniversário, minha Dodoka vidaloka, meu grudinho, meu terceiro presente.

Obrigada por virar minha vida do avesso desde os tempos da barriga.

Eu SEMPRE, sempre, sempre vou estar aqui, quando seus sonhos forem ruins, esperando de braços abertos minha Menina tão Maluquinha.

Te amo infinito. E além. E além. E além… ❤️

#rainhadofrevoedomaracatu

#dodokavidaloka

#birthdaygirl

Para um menino lindo, com amor

Hoje é o dia dele.

O primeiro que não passaremos juntos em muitos e muitos anos.

Mas isso não muda as quase duas décadas de amor incondicional.

Ex-casa não é mais casa. Ex-trabalho não é mais trabalho. Ex-amigo não é mais amigo. Eles simplesmente deixam de existir em nossas vidas.

Ex-marido não. Ele permanece ali, criando os filhos com vc.

O amor não morre, ele só se transforma.

As histórias, os dias divididos, as lembranças, o que foi construído junto não termina com o casamento. Fica tudo bem guardado, com todo carinho do mundo, no fundo do coração.

Cada coisinha, cada detalhe, cada confidência, cada gargalhada. As manias não desaparecem, os gostos peculiares sabidos de cor e salteado persistem, as piadas internas ainda têm graça. Tudo intocado. Duas pessoas que se conhecem até de ponta cabeça, mesmo a distância.

Olhar para trás e ver que as mágoas e ressentimentos ficaram pequenininhos perto do que foi vivido é um verdadeiro presente.

Ele foi um presente.

E eu nunca, nunca, NUNCA escolheria uma vida sem tê-lo ao meu lado.

Deu certo sim, o saldo é mais do que positivo.

A história foi (e ainda é) feliz.

Não existe comercial de margarina na vida real, mas existe parceria, cumplicidade e companheirismo eternos. Quer privilégio maior?

O tempo flui, o turbilhão acaba, a caravana passa, a vida segue. Mas o amor continua ali. Sem fim.

Feliz aniversário, lindão!

Tudo, tudo, tudo de melhor que existe no universo e região galática ainda é pouco.

Espero que a vida seja doce e generosa com vc, como vc é com o mundo.

Que nossas três Marias tenham orgulho e o admirem, assim como eu.

Que vc seja estupidamente feliz.

E, como o vinho, cada ano melhor.

Tim tim para nós!

Mtão! (desde sempre, para sempre)

 

(Longe, mas juntos. Sempre, sempre, sempre. De mãos dadas, criando três meninas lindas, com uma flor ❤️)

Drops de uma vida na Alemanha – parte 8 (A saga do voo de volta OU Entre elevadores, malas, documentos esquecidos, extintores de incêndio e a Astrid OU Senta que lá vem história)

“Mas, Paula, vc vai viajar sozinha com as três? Tem certeza?“.

Claaaaaaaaro! Não vai ser complicado. Todo mundo faz tudo com os filhos a tiracolo na Alemanha, se eles conseguem eu também consigo. São só algumas horinhas, não pode ser tão traumático.

SPOILER ALERT: Big mistake.

Big, big, biiiiiiiiiggggggg mistake.

Começou que eu estava levando todas as malas do mundo, além das três quianças, ponto deveras importante, até então desconsiderado no planejamento.

Três carrinhos lotados, malas de mão empurradas, filhas executando malabarismos, gritando e fazendo manha por motivos altamente relevantes, tipo um canudo.

Paciência indo para a Lua desde a entrada no carro. Pai e irmã heróis tentando acalmar as meninas e colocar panos quentes. Primeiro piti já no estacionamento do aeroporto, acabando com a tentativa de “Comunicação não Violenta” apregoada por uma amiga – também mãe de três, só para evidenciar ainda mais o meu fracasso.

Finalmente consegui entrar no elevador, já suando, após travar uma breve batalha para passar o Carrinho de Pisa pelo friso e pela porta ao mesmo tempo  (coordenação não é item de série, reconheço, mas, em minha defesa, estava realmente pesado). Elevador fechou a porta e… começou a apitar.

Repeti a operação umas quatro vezes, sem nenhum sucesso. Na última, travou tudo, fiquei presa por alguns segundos e disparou o alarme. Típico sinal divino de que seria um loooooongoooo dia. Deveria ter escutado, eu sei.  Mas sou brasileira, não desisto nunca, desencaixei tudo e parti para a próxima fila.

Balcão de check in, mocinha sorridente e simpática:

– Documentos, passaportes, autorizações, localizador e passagens de volta OU CARTÕES DE RESIDÊNCIA, por favor?

E foi aí que a porca torceu o rabo.

Eu, a virginiana mór das galáxias, a fazedora oficial de listas e malas, a intolerante com desatenção alheia, a jogadora de merda na cara (e no ventilador) de terceiros até o fim da eternidade, euzinha, eu mesma, Ana Paula da Silva Sauro, deixei todos, todos eles (assim como os cartões de saúde) bem guardadinhos e protegidos…. no cofre de casa.

Sim, deu ruim.

Toca o tio sair correndo para pegar as carteirinhas na Morada dos Ramos. Toca o motorista chispando na hora do rush para atravessar a cidade. Toca pai e irmã heróis fornecerem doses cavalares de açúcar para nos distrair. Toca correr para o banheiro com chocolate quente all over das camisetas brancas das meninas.

Tudo que conseguia pensar era no tamanho do chilique que teria dado se o esquecimento tivesse sido do maridón.  Quase salivei imaginando a bronca homérica. Mas não, ninguém para culpar, a mula fui eu (o que, confesso, dá uma raiva ainda maior).

O tempo, que estava tranquilo pela primeira vez na história da humanidade, começou a apertar. Pessoas ligando e mandando mensagens “e aí?”, moça do check in dando aquela aterrorizada básica “Deveria ter chamado um motoboy, vou ter que tirar suas malas do voo”. Sádica a tia.

Quarenta minutos antes da decolagem, chororô de despedida na boca do embarque e nada dos documentos.

Mas eis que aparece quem? A equipe do Chegadas e Partidas do GNT (sempre, sempre, sempre choro com esse programa, fecha parênteses) de mala, cuia e Astrid, para nos entrevistar.

Porque, claro, se é para passar perrengue, que seja em rede nacional, né?

Meninas falando pelos cotovelos, Cecília querendo contar a vida, sem deixar a coitada da produtora fazer as perguntas, eu chorando e abraçando minha irmã. Um show de elegância e finesse inerentes à Família Buscapé.

Nesse meio tempo, as carteirinhas finalmente chegaram e eu saí correndo durante a matéria, sem dar satisfação. Diretora gritando atrás de mim que precisava da autorização de imagem, os RGs das meninas caindo pelo caminho, a moça da filmagem me ajudando a recolher. Aquele momento clássico em que tudo que se pode fazer é contar com o bom senso da galera da edição (Deus, nunca te pedi nada. Obrigada. Amém).

Fila do Raio-X.  Viúva Porcina aqui apitando loucamente, Pilar chorando porque eu estava sendo presa e ela não queria crescer sem mamãe (quase nada dramática), Dora correndo DO LADO DE DENTRO do balcão, subindo na cadeira da funcionária para ver “a televisão”, garota da minha frente sendo presa em flagrante, com drogas na mala (quem, quem, quem faz isso??).

Mas girl power! Yes, we can! Vamos viajar sozinhas! Olha que ótima ideia!

Meia hora para a decolagem e nós ainda na Polícia Federal.

Como sorte é tudo nessa vida, pegamos um atendente em treinamento e a responsável mais mal humorada do universo, que nos seguraram por exatos VINTE E QUATRO MINUTOS, até lerem cada vírgula de cada autorização. Marcados no relógio. Sem exagero nenhum. Foi mais rápido parir essas crianças do que liberá-las ali, certeza.

Enquanto isso, Dodoca vidaloka resolveu matar o tempo fazendo o que? Brincando com o extintor de incêndio, é claro.

Segurança limitou-se a me olhar with lasers e dizer: “Senhora, controle sua filha, por favor!”.

Opa! Deixa comigo! Agora que o senhor comentou, entendi meu papel. Total controle da situação 👌🏻

Eis que o atendente da companhia áerea veio esbaforido nos encontrar, anunciando: “Sinto muito, não dá mais tempo, tiraram suas malas do voo”.

Pilar começou a chorar desesperada, com as mãozinhas no rosto, repetindo em looping “E agora?? E agora?? Como vamos fazer, mamãe?? Nunca mais vamos ver o papai?” (dramática, lembram?).

Cena foi tão inesperada (Fernanda Montenegro, me liga! Tenho umas dicas para vc! 😉), que o moço se comoveu e passou um rádio “Tá bom, vamos tentar! Mas corram!”.

Saímos Forest Gump style, sem nem olhar para trás.  Dora ficou gritando e chorando que perdeu os sapatos em algum ponto entre a invasão do raio-x e o extintor de incêndio. Mocinho (um santo!) voltou afobado, catou a criança no colo, todos os pertences dela (inclusive a boneca, que também perdeu o sapato) para irmos mais rápido, eu agradecendo de joelhos (mas ainda correndo), até que ela solta: “Tio, fiz cocô. E tá fedorento”.

Choque.

Aí eu fiz o que qualquer mãe faria no meu lugar: fingi demência, surdez, inapitidão social e continuei correndo como se não houvesse amanhã, com meus fones de ouvido imaginários ligados.

Tripulação nos esperando na porta com cara de julgamento, cartões emitidos manualmente porque sistema já estava fechado, passageiros nos olhando torto.

Pessoas já tinham ocupado nossos lugares e tiveram que mudar. Eu ainda tive que trocar uma fralda DA-QUE-LAS (achei que pedir para o mocinho seria too much 😂) antes de autorizarem a decolagem.

E pensam que acabou? Não, não! Poderia seguir aqui ad eternum, com a saga do voo em si, as meninas quebrando tudo, a comissária dizendo que era o último garfo do voo, para, por favor, não derrubarem dessa vez, a Pilar perguntando para o moço ao lado por que ele estava viajando sozinho, se não tinha amigos, nem família ou virando a exorcista e vomitando as tripas.  Mas acredito que vcs entenderam o espírito do caos, né?

Basta dizer que na hora do desembarque, todos os passageiros em volta (e tripulantes!) se despediram das meninas PELOS NOMES.  E que o mocinho que se dispôs a carregar as malas de mão para mim até a imigração, enquanto eu levava a Dora no colo, foi DERRUBADO pela Cecília na esteira rolante. Isso mesmo, na horizontal. Ele lá, coitado, de quatro na esteira, bagagens tombadas no chão e ela gritando: “Doeu! Doeu! Foi tudo culpa dele!! Ele estragou sua mala e nem pediu desculpas, mama!”.

Talvez eu tenha chorado, prefiro não lembrar.

Enfim, poderia estar matando, roubando, enganando, mas estou aqui, dividindo a humilhação pública com vcs e me preparando psicologicamente desde já para a volta em dezembro. A menos que uma boa alma se ofereça para a tentadora missão de nos acompanhar no traslado.

Alguém? Plis?

Gratifica-se bem.

Força, Paola.

#pareceumepisódiodoChavesmasinfelizmentenãoé

#jornalismoverdade

#maternidadereal

#premiadafeelings

#moradadosramosafilial

#dropsdeumavidanaalemanha

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Drops de uma vida na Alemanha – parte 7 (Meu pão, minhas regras)

Chegando para buscar as meninas na escola, Pilar vira e fala:

– Look, mama! Fulana is going to have a sister! (“Olha, mamãe! A Fulana vai ter uma irmã!“)

Eu, vendo que a mãe da menina NÃO estava grávida, olhei para a Pi with lasers e comecei a falar entredentes, muito rápido, em looping, em português mesmo:

– Não, não, não! Fica quieta! Fica quieta! Fica quieta, por favoooooooorrrr!!!

Mas não deu tempo. Enquanto a Pilar me olhava confusa, a Cecília jogou a última pá de cal na situação cagada, fazendo aquele gesto típico com as mãos para mostrar a barriga e falando:

– But she seems VERY pregnant! Look!! (“Mas ela parece MUITO grávida, olha!“)

😵😵😵😵😵😵😵😵

Tudo que consegui dizer foi: “I’m so, so, soooooooooo sorry” (“Um trilhão de desculpas“) e voltar palestrando para casa.

Falei de feminismo, de liberdade, de padrões sociais inatingíveis, dos vários tipos de beleza, discurso completo. Estava me achando um sucesso no empodeiramento das meninas.

Pois bem.

Mais tarde, no restaurante, o garçom trouxe o couvert e a Cecília choramingou:

– Maamaaaaaaa, o pão da Dodoca está mais gordinho do que o meu!!!

Antes que pudesse processar a reclamação, a Pilar já me atravessou, gritando:

– CE-CÍ-LI-AAAAAAAA!!! Não pode falar assim! Vc não tem nada a ver com o PESO DO PÃOZINHO! Cada um cuida do seu nariz e ele pode ser como quiser, viu?!” 🤦🏻‍♀️👌🏻

Acho que na próxima vez vou tentar em alemão.

Certeza que deve ser mais fácil 🙄

#usemcamisinha

#trêsmarias

#cabemtrêsvidasinteiras

#moradadosramosafilial

#dropsdeumavidanaalemanha

Quem nunca foi Juma Marruá por uma noite que atire a primeira pedra

Essa é mais uma história real de uma pessoa xis, aleatória, escolhida na multidão.  Vamos chamá-la novamente de Paola.

Paola morou 3 anos no interior, fez vários amigos queridos e voltava sempre, frequentava as festas da cidade, passava suas férias lá, etc.

Pois bem. 

Um belo dia, estava na festa do hotel, comendo, bebendo, música alta, todo mundo conversando, dando risadas, sem prestar a menor atenção no que o apresentador estava falando.

Eis que Paola ouviu seu nome.

A galera começou a bater palmas, ela com aquela cara de virgem no puteiro, sem entender nada, “quiquitáacontessenu” coisa e tal, até que a puxaram para o palco.

O locutor colocou uma faixa, entregou uma medalha (guardada até hoje, uma relíquia) e só então Paola entendeu que tinha sido eleita…. (como dizer isso sem morrer de vergonha própria? Quero dizer, alheia, da Paola, coitada, claro)…. MISS ESTÂNCIA da festa.

Até aí tudo bem, Paola estava constrangida, mas pronta para usar os quatro “S” do seu pai – surgir, saudar, sorrir e sumir. Porque seu pai ensina coisas desse tipo, realmente úteis na vida, em vez de apenas “escova os dentes antes de dormir”. Fecha parenteses.

Só que o cara me entregou o microfone (aqui desencanamos da Paola, porque está difícil contar a história em terceira pessoa. Mas vcs podem continuar o exercício, por favor 🙄) e explicou que eu tinha que gritar “SEGUUUUUUUUUUUUUUUUUURAAAAAAAAAA PEÃOOOOOOOOO” bem alto, longo e demorado.

Pensei em simular um desmaio, mas já estava ali, com a medalha, galera olhando e tals.

Meu sobrenome é FairPlay, lá fui eu tentar falar.

Sem o menor sucesso, CLA-RO.

Desafinei horrores.

Ficou parecendo quando a pessoa entra direto no chuveiro gelado e tenta respirar, sabem? Tipo “PEÃUÃUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAOOOOOOOOOOOOO”.

Péssimo.

Devolvi o microfone roxa, procurando o botão de ejetar, todo mundo gargalhando e pensei “Bom, pelo menos acabou”.

Só que a vida é uma caixinha de surpresas, não é mesmo?

Uma das funções adicionais da Miss Estância, inventada ali na hora, era abrir os trabalhos da noite. Com um BERRANTE (sempre tem uma portinha no fundo do poço, minha gente. Impressionante. Dica mais valiosa do que os quatro “S” do meu pai, anotem aí).

A galera toda em silêncio esperando.  Peguei o tal berrante e pensei “Beleza, vi uns capítulos de Pantanal, não deve ter segredo”.

Olhei para a plateia, puxei o ar, fechei os olhos, assoprei com toda a força dos meus combalidos pulmões e o óbvio aconteceu: em vez do “AOWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW” esperado, longo, bonito, ele fez FUÉÉÉN.

Só.

Três segundos de silêncio, pessoal em choque com o #epicfail e eu escuto, do palco, a gargalhada da minha irmã 👌🏻👌🏻👌🏻👌🏻👌🏻👌🏻

(Sisterhood? Um beijo, me liga!).

Foi assim que se encerrou minha (não tão promissora) carreira meteórica como Miss Estância.

Praticamente um milagre eu conseguir me levantar da cama e seguir vivendo todos os dias.

Valeu, universo.

FIM

#forçapaola

#jumamarruáfeelings

#premiadafeelings

#FUÉNFUÉNFUÉN (literalmente)

Juma

Seguuuuuuuuuuuuuuuuuuraaaaaaaaaaaaa peãooooooooooooo!“(MARRUÁ, Juma).

Drops de uma vida na Alemanha – parte 6 (O dia em que precisei de um botão de ejetar)

Pilar na casa do vizinho novo, inspecionando quarto por quarto:

– Who sleeps here? And here? And here? (“Quem dorme aqui? E aqui? E aqui?“)

Ele respondendo com toda a paciência do mundo, até que chegou à suíte principal e ele:

– It’s fulana’s room (“É o quarto da minha namorada“)

Aí ela percebeu que tinham acabado os quartos da casa e perguntou:

– But where will YOU sleep? (“Mas onde VOCÊ vai dormir???“)

E ele:

– Here with her. If it’s okay for you 🙄 (“Aqui com ela, se tudo bem por vc 🙄”)

Corta a cena, dia seguinte, eu na sala do tal vizinho, sem ter acompanhado nada desse diálogo, totalmente vendida na história, eis que entra a Pi correndo:

– Mamy, mamy! He is going to sleep with her, that’s okay, right? (“Mamãe, mamãe! Eles vão dormir juntos, tudo bem, né?“)

🙀😳😂

Fiquei 5 segundos muda. Tudo que consegui pensar foi: “ela falou em português? Deus, permita que tenha sido em português!”.

Até que todas as pessoas da sala começaram a gargalhar e eu entendi que não, uma benção👌🏻🙈😂

Usem camisinha, pessoal.

Juro, bem mais importante do que filtro solar ou blusas com botões, repensei minhas prioridades.

Filhos são selvagens. Quando menos se espera eles entram em uma sala qualquer, perguntando na frente de todo mundo se os vizinhos podem transar 😬👌🏻🤦🏻‍♀️

FIM.

Coiote