Quando um exemplo vale mais do que mil palavras – parte 3

Daí eu escrevi sobre o Pistache e sua guerra com os demais gatos de casa, em especial seu arqui-inimigo, o Greg.

E, como era de ser esperar, hoje cedo o pau comeu.  De novo.  Assim que abri a porta do quarto.

Já estava me preparando para sair correndo, quando a Pi entrou na sala de TV, separou a briga e colocou ordem no poleiro – pouco antes de quase despencar dele (pretendia cortar essa parte do vídeo, mas aqui é jornalismo verdade).

Não sei se fico mais orgulhosa pelo cuidado, pela lição de moral (“Dicupa ele” ♥) ou pelos beijos e carinhos à distância, já que ela não consegue chegar perto de nenhum dos dois.

Minha filhota só tem dois anos, porém já aprendeu o que é respeito e amor incondicional.  Ela não precisa de nada em troca para amá-los e se preocupar com eles.  Não precisa pegar no colo, fazer carinho, nem que os dois participem de suas brincadeiras.

Pilar já entendeu que família funciona assim.  Todos juntos, sempre, sem nunca abandonar, nem esquecer.

Como não morrer de paixão?

#ohana

#correntedobem

#sementinha

#amormaiordomundo

Pistache

Pistache foi abandonado em uma caixa, na porta da minha casa.

Chegamos de madrugada e ele estava lá, encolhido, imundo, assustado.

Ficou um tempão no site da ONG, sem receber nenhum formulário, até que eu percebi que não teria mais coragem de deixa-lo partir.

Acontece que Pistache não é um gato comum.

Mesmo após cinco anos em casa, não foi aceito pelos demais.  Ele vive arranhado, machucado e apanha TODOS OS DIAS, ao menor sinal de movimento.  Não consegue brincar, comer, beber água, nem usar a caixa de areia.

Os gatos que chegaram depois dele também o rejeitam, inclusive os bebês.  Tentei várias alternativas, nada adiantou: homeopatia, florais, ferormônio artificial, US em busca de testículo ectópico, consulta com especialista, reza brava, rodízio entre os cômodos, isolamento, NADA.

Pensei muitas vezes em colocá-lo de novo no site e insistir na doação.  Meu coração ficaria esmigalhado, meus olhos se enchem de lágrima só de imaginar, mas pelo menos ele teria a chance de ser feliz.

O problema é que o Pistache só gosta de mim no mundo.  Não aceita nenhum humano, nenhum felino, nenhum canino.  DETESTA o maridón (faz xixi nas coisas dele, para demarcar território, enquanto as minhas continuam limpinhas…), as meninas, minhas auxiliares, todos.  Foi para um hotelzinho durante a reforma em casa e passou o tempo inteiro escondido.

A única pessoa que ele ama no mundo sou eu.

Ele bate, morde e arranha qualquer um que tente se aproximar, mas vira um gatinho doce e carente perto de mim.  Quer estar sempre grudado, encostado, esparramado no meu colo.  Dorme no meu travesseiro, me segue pelos cômodos, mia me chamando e reclama se demoro.  Ele é o único que fica triste, para de comer e emagrece quando viajo.

Todas as noites o maridón tenta – sem sucesso – pegá-lo para dormir conosco e ter um pouquinho de paz.  Porém, basta escutar minha voz que ele vem correndo, miando e protestando: “vc demorou!”.

Pistache é uma incógnita, um enigma sem resposta: não é feliz comigo, nem longe de mim.

Por isso resolvi apelar: gateiros de plantão, alguém na escuta com um milagre, uma solução mágica, uma dica incrível, truque ou exorcismo capaz de dar mais qualidade de vida ao meu rabugento?

Eu, ele e o maridón enxixizado agradecemos do fundo do coração. ♥

#correntedobem

Pistache

Feliz 29 meses, Pi! :)

Minha bebê está crescendo, ficando independente, seguindo seu próprio caminho.

Essa semana começou a adaptação na escolinha (alô, coração partido!), conhecerá um universo todo novo, muito além dos meus braços e do mundinho que criei para nós duas.

Terá brincadeiras que não reconhecerei, vida própria, amigos e conversinhas das quais não farei parte.

Eu poderia mentir aqui e dizer que estou ÓTEMA com tudo isso, mas a verdade é que saí chorando da escola hoje, quando ela abraçou minha perna e pediu: “Fica com a Pi, pupabô, mamai”.

Crescer é maravilhoso, inspirador, faz parte do ciclo da vida.  Criamos os filhos para o mundo, mimimimimimi.

Na teoria tudo é lindo.

Na prática eu preciso de um abraço.  Ou de um chocolate.  Ou dos dois de uma vez, para garantir a sanidade nossa de cada dia.

Oremos.

#gladyoucame

#vinteenovemeses

#pirilampa

Montagem Pi 29 meses

Para dizer adeus…

Ela chegou pouco antes do casamento.  Ajudou a montar minha casa e transformá-la em um lar.

Estava aqui quando decidi virar vegetariana e mudar o cardápio, do dia para a noite.

Ela acompanhou a chegada de TODOS os meus filhos, um a um. E NUNCA reclamou, mesmo sabendo que iriam interferir diretamente em sua rotina de trabalho.

Ela sabe onde estão todas as coisas perdidas.  Sabe como gosto de organizar o guarda-roupa e conhece minhas comidas preferidas.

Saiu em licença maternidade e voltou.  Deixou sua filha em casa, para cuidar das minhas.  Mas tudo bem, valeu a pena. As meninas são apaixonadas por ela (e vice-versa).

Foram quase oito anos juntas.

Oito anos com uma única falta, no dia em que a greve de trens parou a cidade e a impossibilitou de se locomover.  Oito anos dividindo tantas coisas, participando de tudo, fazendo parte da família.

Oito anos tão bacanas, que agora está quase impossível dizer: “vai, segue sua vida, seja feliz”.

É o certo, é o justo, ela merece, eu sei.

O coração fica apertado, mas a vida precisa seguir.

Então, lá vou eu criar coragem, desligar o computador, voltar para casa, agradecer por tudo e me despedir.

Difícil vai ser guardar o “até amanhã” dentro de mim dessa vez.

Eliane

Feliz treze meses, Cecília! :)

Eu poderia dizer que o final de semana foi corrido (o que é verdade), que tive enxaqueca (o que também é verdade), que mesversário é apenas mais uma data comercial.  Mas o fato é que eu ESQUECI mesmo de fazer a montagem desse mês, sem meias palavras, nem mimimis.

#menasmãe no úrtimo, eu sei.

Porém, como dizem por aí, antes tarde do que nunca, né?

Então lá vai o post de janeiro, com dois dias de atraso e todo o amor do mundo.

Parabéns, ratinha! ♥

#lilyfuracão

#trezemesesderatinha

#isntshelovely?

“Todo neném tem cara de joelho

Todo neném gosta de comer com a mão

E quase todo neném

Nasce com pouco cabelo e nem penteia não

Todo neném

É o mais engraçadinho

Mesmo se acorda a casa inteira

Chora tão bonitinho

Todo neném tem coleção de mamadeira

Só que você, neném

Só que você, meu bem

Será a mais inteligente, criativa, brilhante

Dirá coisas divertidas

A todo instante

Você é a “pessoinha” que a gente sempre sonhou

É o amor que a gente tanto esperou

Todo neném só fala “nenenês”

E todos acham que entendem

Como se fosse português

Todo neném faz coisas que sempre surpreendem

Todo neném adora sopa de abobrinha

Mesmo se cospe tudo

Na roupa da madrinha

Todo neném é redondinho igual ao mundo

Se chora é porque “sono dói”

Se chora é porque “fome dói”

Porém

Isso é coisa de todo neném…”

Montagem Lily - 13 meses

Estamos há: 0 dias sem acidentes – parte 4

Aí eu fiz um discurso bacana, sobre como 2015 seria o ano do sossego e tudo seria perfeito.

O castigo, é evidente, veio a pocotó.

Nas últimas DOZE horas:

– maridón ficou jogado na cama, com intoxicação alimentar;

– tive que tirar as meninas sozinha do carro (o que é bem difícil, especialmente porque só tinha vaga na casa do chapéu, as duas resolveram chorar pedindo colo ao mesmo tempo e somam míseros 25 quilos. Jóia.);

– incorporei a halterofilista, peguei as duas – além da bolsa, da mala, da bomba, das chaves – e fui desfilando toda linda, cheia de graça (#sqn) pela rua, enquanto o guarda insistia em puxar papo do outro lado da calçada, sem escutar minhas respostas;

– a chupeta da Lily caiu na água suja da sarjeta e eu tropecei no meu próprio chinelo tentando resgatá-la;

– abri o portão, os cachorros começaram a pular e, claro, derrubaram todo mundo. A Pi bateu a cabeça e subiu a escada aos prantos, perguntando “kedê papai?” (nas entrelinhas: “sua incompetente”);

– mal entramos na sala, a Lily também caiu e cortou a boca, espalhando sangue para todo lado;

– a intoxicação do maridón me alcançou e passei uma noite ÓTEMA, ainda mais nesse clima ameno do Senegal de São Paulo;

– quando finalmente consegui descansar, umas 7:30 da matina, o telefone tocou;

– uma das minhas auxiliares faltou e a outra está em férias (mencionei que são DEZESSEIS bichos e duas bebês em casa?);

– levantei me arrastando, fui tomar banho para trabalhar e TCHANAN! Continuamos sem água. Há mais de dois dias, diga-se de passagem (racionamento é coisa das nossas cabeças. Ahãm. Senta lá, Cláudia).  E como desgraça pouca é bobagem, a caixa também secou, não temos água nem para dar descarga (intoxicação alimentar, lembram?).

É… Tava ruim, tava bom, mas agora parece que piorou.

Ok, 2015, pode vir ni mim.  Mas vem com calma, por favor.

#fuééééééénnnnnn….

Lily com a boca machucada

Índia botocuda mais linda do Brazeeel ♥

Adeus ano velho – parte 2

2014 foi um ano lindo, intenso, cansativo e, acima de tudo, de muito aprendizado.

Passou tal qual um tufão na minha vida, arrastando os meses como se fossem minutos, sem deixar pedra sobre pedra.

Confesso que tive dificuldade em enxergar a luz no final do túnel, apesar de muitos amigos avisarem: “calma, Paula, está complicado agora, só que daqui a um ano sua vida ficará ótima”.

Difícil de acreditar quando se tem dois bebês, dezesseis fraldas por dia, quatro horas de sono, além do resto da rotina que seguia com a bicharada, resgates, casa, trabalho e afins.

Mas a verdade é que 2015 chegou e, aos poucos, as coisas realmente estão voltando para o seu lugar.  Dá até medo de dizer em voz alta.

Eu e o maridón vimos nada mais, nada menos do que um seriado e quatro – eu disse Q-U-A-T-R-O – filmes na última semana, superando a média de 2014 inteiro.

As meninas agora dormem cedo, com facilidade e a noite toda.  A Pi ajuda a Lily em tudo, elas brincam juntas, comem a mesma comida, tiram a soneca no mesmo horário, um sonho.

Claro que também brigam, choram e fazem manha.  Estamos na vida real, não em um conto de fadas.  Porém são coisas contornáveis, esperadas, que fazem parte do pacote.  Estranho seria se fosse diferente.

Outro dia a Pi ficou doente e falou: “minha barriga dói, mamai”.  Simples assim.  Sem mistérios, chutes, nem adivinhações.  Quer coisa melhor do que saber exatamente o que está errado e como resolver o problema?

2014 foi o ano da paixão.  Avassalador, movimentado, repleto de emoções e aventuras.

Agora é a vez do amor.

Espero que 2015 seja incrível, sereno, maravilhoso, doce e gostoso, como a vida sempre deveria ser. Para mim, para vcs, para todos nós.

Sejam bem-vindos de volta, queridos! 🙂

Tin tin!

#2015vemnimim

Meninas brincando juntas