Saudade, palavra triste, quando se perde um grande amor…

Um ano se passou e ainda sinto sua falta todos os dias.

Saudade que não cabe no peito e, ao mesmo tempo, deixa um buraco imenso no coração.

Saudade que sufoca, dói, machuca.

Saudade palpável, respirável, todos as noites ali, concreta no meu travesseiro.

Saudade infinita de vc, Jo, meu primeiro milagrinho.

Eu sempre, sempre, sempre vou te amar.

Canção Pra Você Viver Mais

“Nunca pensei um dia chegar

E te ouvir dizer:

Não é por mal

Mas vou te fazer chorar

Hoje vou te fazer chorar

(…)

Deixei que tudo desaparecesse

E perto do fim

Não pude mais encontrar

O amor ainda estava lá

(…)

Faz um tempo eu quis

Fazer uma canção

Pra você viver mais…”

Jo barriguinha linda - melhor

Cara de uma, focinho da outra – parte 2

Aí sua amiga resgata uma filhotica fofa e, quando vc abre a foto, encontra uma mini Jo

Meu coração não estava preparado para rever esses dois risquinhos na bochecha, nem os olhos verdes e o nariz rosa mais charmosos do velho oeste.

Argumentos. Preciso de argumentos AGORA, para não sair correndo e buscá-la djá.

Alguém?

#jojoamoreterno

#saudadesmilagrinho

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Toda saudade

O tempo passou, a vida continuou, mas tem dias em que eu acordo com o coração faltando um pedaço.

Aí eu revejo suas fotos, filminhos, tento segurar o choro e seguir em frente.  Sei que faz parte, sei que tive muito mais do que poderia esperar.  Porém, a verdade é que sinto sua falta todos os dias e ainda não aprendi a lidar com esse vazio que ficou no meu travesseiro.

Saudades, milagrinho.

Eu sempre vou te amar.

“Toda saudade é a presença

da ausência de alguém

de algum lugar

de algo enfim

(…)

Toda saudade é um capuz

transparente

que veda

e ao mesmo tempo

traz a visão

do que não se pode ver

porque se deixou pra trás

mas que se guardou no coração”

Gentileza gera gentileza

Outro dia contei aqui, que o Figo foi doar sangue a um gatinho estranho e os donos do gato ficaram impressionados por eu ajudá-los “a troco de nada”.

Pois bem. Quando a Jojo estava muito mal, na última internação antes de virar estrelinha, a fofa da Mari, que é voluntária da ONG comigo, se lembrou de que o Celso, dono do Max (gato que recebeu a transfusão do Figolino e de alguns gatinhos da Mari), fazia reike e imposição de mão.

No auge do meu desespero, sem saber mais o que fazer pela minha filhota, a Mari quis me dar colo, ligou para o Celso e pediu sua ajuda.

Para minha surpresa, o Celso largou tudo que estava fazendo, atravessou a cidade e foi até o hospital cuidar da Jo. ÀS ONZE DA NOITE, em plena quinta-feira.

Ele poderia ter dito que estava tarde, que estava cansado, que era longe, que tinha que trabalhar no dia seguinte, que sequer conhecia a Jo. Tudo isso era verdade.

Mas ele não mediu esforços. Levantou e veio ajudar minha filhota, também “a troco de nada”.

E me abraçou, foi de uma delicadeza ímpar, passou uma hora dando conforto à Jo, se ofereceu para voltar todos os dias, enquanto ela estivesse internada e, diante do meu agradecimento, ainda respondeu: “imagine, vc fez muito mais por nós”.

Infelizmente, Jojo não resistiu e partiu naquela madrugada. Contudo, tenho certeza de que o carinho e auxílio do Celso tornaram sua passagem mais tranquila e, como bônus, acalmaram um pouquinho o meu coração.

O que eu já sabia, mais uma vez, se provou real: gentileza gera gentileza.

Estender a mão ao próximo só trará coisas boas. Pode não ser de forma tão direta, como aconteceu comigo. Pode não ser hoje, nem amanhã. Mas todos os caminhos se cruzam e quem espalha amor certamente colherá seus frutos no futuro.

Demorei para contar essa história, porque a partida da Jojo ainda dói muito em mim.  Porém, vendo tantas desgraças nos jornais e notícias cada vez mais assustadoras, me senti na obrigação de dividí-la aqui e plantar uma micro-sementinha, na tentativa de tornar o mundo melhor para todos nós.

“Fazer o bem, sem olhar a quem”. Sempre.

#correntedobem

Para a minha estrelinha

Jojo sofreu a vida inteira.

Viveu anos em uma caixa de madeira, sem ver a luz do sol, em um lugar horroroso. Perdeu ninhadas e mais ninhadas. Chegou em um estado deplorável na ONG, muito arisca e assustada.

Foi adotada após um ano e devolvida um mês mais tarde, porque quebrou um vaso.

Lembro até hoje do dia em que fui buscá-la na antiga casa e da dor que senti por ter falhado. Lembro da sua carinha de pânico, me olhando pelas grades da caixa de transporte e da falta de coragem de deixá-la no abrigo de novo.

Foi assim que ela chegou à nossa família e me deu o privilégio de amá-la incondicionalmente.

Aí vieram os diagnósticos da surdez, do megaesôfago e da FIV. Descobrimos que sua vida seria curta, mas ela nunca viu isso como um problema.

Depois vieram o tumor na orofaringe, o sopro no coração, o câncer, a hemobartonelose e, o golpe de misericórdia, a pneumonia.

Foi muita coisa junta, até para uma guerreirinha como ela.

Agora Jojo está livre da dor, dos tubos, das injeções e dos remédios que tanto odiava. Passou, não dói mais nada. Dói apenas em mim, que tenho um buraco no peito e o coração despedaçado.

O que fazer com tanta saudade?

Saudade dela miando rabugenta, pedindo atenção. Saudade dela empinando o bumbum para receber carinho. Saudade dela dormindo no meu colo ou no meu travesseiro. Saudade dos gritinhos felizes, cada vez que ela via o potinho de sachê. Saudade dos olhinhos profundos, sempre me olhando com tanto amor. Saudade até dos grunhidos malucos, no meio da madrugada.

E a saudade da Pi? Como explicar essa saudade, que ela ainda nem sentiu?

Saudade também pela Lily, que não teve a chance de conhecer a gata mais especial do mundo.

Fico pensando o que fiz de errado, o que poderia ter feito diferente, o que faltou.

Mas a verdade é que já entrei nessa batalha sabendo que iria perder. Difícil é explicar essas coisas para o coração. O meu desaprendeu a bater longe do dela e insiste em sangrar.

Como conseguir dormir de agora em diante? Como reunir forças para me despedir?

Eram dois meses iniciais. Foram três anos. E nunca, nunca terá sido tempo suficiente.

Brilha, milagrinho, brilha…

Te amo para sempre.

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