I´ve got you under my skin….

Procurando fotos antigas, achei uma mensagem que mandei para o maridón no começo do ano, logo que descobrimos que eu estava grávida de novo.

Eu mal tinha lidado com a notícia, não tínhamos feito testes, nem exames, era tudo muito novo e delicado.  Porém, desde o primeiro dia, já tinha três certezas: seria outra menina, se chamaria Dora e meu coração já estava completamente inundado por um amor que nem sei explicar de onde veio.

De lá para cá pouca coisa mudou.  A barriga cresceu, Dora ultrapassou a marca dos dois quilos (ufa!), eu ganhei seis de presente (além dos três que já estavam apegados há um tempo comigo) e comecei a sofrer por antecipação, com a contagem regressiva.

Todos perguntam se estou ansiosa para o nascimento, mas a verdade é que gostaria de mantê-la por mais muitas semanas aqui dentro, tão minha.

Ter dois corações batendo lado a lado, juntos no mesmo espaço, é daqueles privilégios que jamais poderei mensurar.

Viver essa experiência por três vezes consecutivas é um presente do universo.

E eu nunca vou parar de agradecer.

34 semanas, 44 centímetros, 2.043 kg.

Obrigada, obrigada, obrigada.

#vemdoravem

#trêsmarias

#ohana

I’ve got you under my skin

I’ve got you deep in the heart of me

So deep in my heart, that you’re really a part of me

I’ve got you under my skin...”

Montagem Dora 34 semanas

#alienfeelings – parte 2

Já contei aqui, para choque geral da nação, que conseguimos perceber os movimentos do bebê pelo lado de fora da barriga.

Só que, pelo visto, a Salomé não acompanha o blog ou perdeu esse capítulo.

Paulatinamente.com orgulhosamente apresenta: “When cat meets alien” ou, na versão brazuca, “Dora, rainha do frevo e do maracatu”.

Porque crescer junto é mesmo tudo de bom ❤

#doravidaloka

#iliketomoveitmoveit

#toxoplasmoseaculpanãoédogato

#arewehumanorarewedancer?

Baseado em fatos reais

Essa é a história de uma pessoa xis, aleatória, escolhida na multidão.  Vamos chamá-la de Paola.

Paola está grávida de oito meses, tem duas bebês, 12 gatos, 4 cachorros e uma hóspede doente em casa.

Paola começou a ter contrações indesejadas antes da hora, seu médico receitou um remedinho bacana, que quase não a deixa virada no Jiraya e recomendou “maneira aí, meu bem”.

Acontece que a filha mais nova da Paola está com pneumonia e teve que ficar uns dias sem ir para a escola.  Não contente, o manobrista do estacionamento bateu o carro dela na saída do hospital.

Aí a hóspede doentinha da Paola precisou tomar remédios e fazer soro subcutâneo diário, mas ela é bem brava e não concordou com o tratamento ainda, obrigando Paola a passar vinte minutos deitada embaixo da pia hoje de manhã (barrigón de oito meses, lembram?) para conseguir pegá-la em meio aos botes e patadas.

Aí um dos cachorros da Paola precisou fazer uma cirurgia de emergência, já que todos os veterinários que cuidaram dele nos últimos tempos – cobrando verdadeiras fortunas, claro – comeram bola, de modo que agora a situação ficou bem grave e complicada (como não amar? ♥).

Aí o chuveiro da Paola começou a pingar do nada, às cinco horas da matina, e ela pediu para o maridón ursulón gastar todos os seus dotes de eletricista para salvar a Cantareira.

Aí Paola acordou cansada, triste, preocupada, contraindo o útero como se não houvesse amanhã e pensou: “vou tomar um banhinho delícia para começar bem o dia”.

Aí o chuveiro da Paola – devidamente desmontado e montado pelo maridón em plena madrugada – começou a soltar faíscas por todos os lados, pegou fogo e queimou, forçando Paola a correr molhada, pelada e gritando pela casa, dando adeus ao seu último fio de dignidade.

FIM.

#forçapaola

#socorro

#gravidezcomserenidadesqn

#infernoastralseulindo

Paula e Haagen - visita pré-cirurgia

Visita de hoje ❤ #forçagordo

Plano de parto

Depois de duas tentativas #fail de parto normal, o inevitável aconteceu: eu virei a louca do parto.

Tudo que não fiquei ansiosa das outras vezes, que não estudei, não me preocupei, nem me preparei está sendo compensado em triplo.  Fico analisando todas as possibilidades, o que pode dar errado, o que pode acontecer de diferente e me fazer parar em uma mesa de cirurgia de novo.

O bom é que agora tenho a segurança de que não ouvirei #mimimis do tipo “seu exame de strepto deu positivo”, “seu colo do útero ainda está fechado”, “uma vez cesárea, sempre cesárea”, etc, etc, etc.

Pelo contrário, meu médico disse com todas as letras que a probabilidade de ruptura uterina – mesmo após duas cesáreas (bem) recentes – é mínima e tenho 70% de chances de conseguir meu tão sonhado VBA2C.

Mas 30% ainda é muito.

Representa quase um terço de brecha para eu terminar frustrada como no parto na Lily.

E foi aí que me peguei rascunhando o que nunca pensei que faria na vida: um plano de parto.

Como não sei muito bem o formato que deveria ter, simplifiquei o cenário em duas listas básicas, uma com o que quero e outra com o que não quero que aconteça quando a Dora chegar.

Em resumo:

* EU QUERO:

– estar em um hospital;

– tomar anestesia;

– amamentar no primeiro minuto de vida;

– intimidade;

– banheira para o pré-parto;

– comer (#gordinhafeelings);

– esperar o máximo de tempo possível antes de desistir, mesmo que isso signifique muitas horas;

– maridón o tempo todo comigo;

– as meninas por perto, para conhecerem a irmã logo após o nascimento.

* EU NÃO QUERO:

– induzir o parto (quero respeitar a hora dela, como já falei aqui);

– gente em volta de mim durante as contrações e pródromos (mas na hora do nascimento quero a torcida do Flamengo, podem chegar!);

– parto domiciliar ou em casa de parto;

– chuveiro (call me ridícula, mas jamais conseguiria relaxar com o desperdício de água rolando solto.  Sou dessas, infelizmente);

– estourar a bolsa manualmente (a menos que seja condição sine qua non para continuar o processo de parto normal);

– ter uma doula;

– fazer episiotomia;

– ficar sozinha em uma sala de recuperação após o nascimento.

Caso todos esses itens sejam atendidos e, ainda assim, eu precisar de uma cesárea, tudo bem, vou aceitar.  Porque o mais importante estará lá: amor e respeito.  Por mim, pela Dora e pelo nosso momento.

O resto é resto.

Campanha #partocomrespeito.  Eu apoio, eu quero, eu mereço.

#VBA2Cvemnimim

Gravidez com serenidade, vc está fazendo isso errado – parte 2

O bom de estar grávida é ficar tranquila, enquanto os outros fazem as coisas e mimam vc, né?”.

Ahãm.  Senta lá, Cláudia.

Nos últimos cinco dias:

* Sexta-feira – passei três horas tentando resgatar um cachorrinho que corria desnorteado entre os carros e o maridón outras duas (❤️), sem sucesso. Corri, suei, abaixei, levantei e tomei uns quarenta olés caprichados, sem nenhuma ajuda.  Aparentemente, as pessoas acham comum ver uma grávida descabelada correndo de salto atrás de um cachorro, em plena avenida.  Desde então durmo e acordo todos os dias pensando nele atropelado.  Serenidade, sua linda.

* Sábado – Pilar se ralou inteira no asfalto da pista de corrida e chorou por horas a fio. Nem o band-aid da “cocokitty” salvou dessa vez (mas não podemos tirá-lo nem trocá-lo, claro).  Maridón se desesperou mais do que ela e tive que acalmar os dois, com frases maduras e pedagógicas do tipo “ninguém morre de ralado no joelho, se controlem!”.  Piaget morreria de orgulho (#not).

* Domingo – passei a noite entupida, com contrações doloridas e crise de enxaqueca.  Nada como aproveitar o tempo que ainda tenho para dormir e descansar (#sqn).

* Segunda-feira – contrações doloridas o dia todo + crise de enxaqueca + corrida para improvisar um bolinho para os amigos da escola da Pi, já que AGORA ela resolveu perguntar TODOS os dias quando será seu “parabéns” (esquecido por motivos de: vou estar parindo na época).

* Hoje – crise de enxaqueca + Pilar engoliu uma lasca pontiaguda do canudo de ACRÍLICO, o que automaticamente me transformou na mais nova fiscal do cocô alheio, por tempo indeterminado, sob pena de ter que sedá-la e fazer endoscopia.

Tudo isso sem considerar trabalho, medicação dos gatos (as pessoas estão começando a desconfiar que sou maníaco-depressiva e me mutilo nas horas vagas), além da rotina básica de uma casa com duas bebês e dezesseis bichos carentes.

Mas está tranquilo, está bacana, está leve.

Não é como se fosse chegar um recém nascido na família daqui a pouco e a mala da maternidade não tivesse sido nem desencaixotada do sótão, não é mesmo?

Oh, wait….

Valeu, universo.

Entrando no oitavo mês \o/ – parte 2 (ou 3)

– Dora está gigante, de longe a maior pança já vista na história deste paulatinamente.com.

– Síndrome do ninho lascada.  Mas lascada MESMO. Nível “vamos-arrumar-o-armárido-da-cozinha-às-onze-da-noite-meu-amor?”.  Maridón está radiante #sqn.

– Preguiça.  De tudo.  De viver.  De trabalhar.  De tomar banho.  Do pilates (estou mais feliz com as férias da professora do que a própria.  Quase me ofereci para pagar a viagem dela, só para poder descansar sem culpa).

– Sono rebelde. O mais bacana é acordar às 4 da manhã e aí, quando o sono volta, depois de duas horas, ser acordada pelos cachorros/filhas/gatos/alarme/marido/vizinho.  Mereço uma estrelinha por não ter xingado ninguém até agora, praticamente a grávida do ano.

– Ansiedade pelo parto, pela licença, pelo cheirinho de RN na casa, pela amamentação X vontade de parar o tempo, congelar cada chutinho, cada espreguiçada, cada soluço da bebéia ainda na barriga.  Em um looping eterno.  Váaaaaarias vezes ao dia.

– Introspecção bombando, mal me reconheço.  Desinteresse e desapego amplos, gerais e irrestritos com relação a tudo que não faça parte do meu mundinho.  Vontade NULA de estudar, aprender, praticar coisas diferentes, me envolver em novos projetos, desafios, sair ou fazer uma social (shame on me, eu sei).

– Fome X estômago pesado após uma azeitona.  Fome X estômago pesado após uma azeitona.  Fome X estômago pesado após uma azeitona.  Fome…

– Alianças e anéis presentes, sapatos todos servindo direitinho.  Ou seja, estímulo ZERO para usar as benditas meias de compressão, ignoradas até o momento.  De novo (shame on me – parte 2).

Salomé cada dia mais dependente e grudinho, tivemos até que partir para a homeopatia, porque ela começou a vomitar de pura ansiedade.  Parece saber que logo menos chegará mais uma bebéia para cuidar ❤

– Saudade sufocante da Catarina, que me faz ficar procurando fiapinhos por aí (mas estou me controlando, juro).

– Meninas cada vez mais conscientes da nova irmã.  Dora já faz parte dos desenhos, dos diálogos entre elas, das conversas da Pi com os amigos na escola, da família.  Sem sinais de ciúme até o momento.  Oremos.

– Contrações de treinamento para o BOPE cada dia mais doloridas.  Sempre foi assim e eu que tive sorte nas outras gestações ou a Dora é #vidaloka mesmo?

Então é isso, minha gente.

31ª semana, oitavo mês.

Felicidade, cansaço, efeitos colaterais sob controle e ninho revigorado são as palavras de ordem.

E lá vamos nós, na contagem regressiva, mais uma vez 🙂

#vemdoravem

Dora 8º mês

Diálogos com o Tonho da Lua – parte 3

Tonho da Lua do estacionamento (estava demorando…):

– Doutora, o que vem agora?

– Outra menina, chega em setembro.

– Outra menina??? Dra., qual será o problema? O que a senhora e seu marido estão FAZENDO DE ERRADO na hora H?

Eu mereço, eu sei.

Essa foi pelo sorvete que eu não dividi com o coleguinha na primeira série, só pode.

E hoje é só segunda-feira.

Oremos.

#premiada

#raquelfeelings

#pagandopelospecados