(Re)começar

Tem gente que acha que amor não se ensina.

Que alguns animais têm a “índole ruim”.

Que bichos idosos não merecem uma chance.

Que apenas filhotes se apegam aos donos.

Aí aparece uma cena dessas e acaba com todos os argumentos.

Quinze anos as separam.

Mas isso não impede que Cidreira e Dorinha aprendam a confiar e amar juntas.

#crescerjuntoétudodebom

#adoteumvelhinho

#paixãoantiga

#velharabugenta

Dora e Cidreira

Presente extra do Papai Noel

Era uma vez uma gatinha bebê, que tinha todos os sonhos do mundo.

Tudo que ela queria era brincar, comer, dormir e brincar mais um pouquinho depois.

O tempo foi passando, a maturidade chegando e ela passou a querer uma casa segura, dinheirinho para o pão nosso de cada dia e um sofá para chamar de seu. Só.

O problema é que essa gatinha nunca teve uma chance e foi ficando amarga. Cada dia mais entocada, escondida, esquecida pelos cantos do abrigo. Brava, aprendeu a rejeitar as pessoas, antes que fosse rejeitada mais uma vez.

Aí vieram a velhice, a AIDS e a doença renal crônica.

Pronto, seu destino estava traçado, morreria sozinha.

Só que não.

Se ninguém mais a quis, eu quero.

Aliás, quero muito, desde o primeiro dia em que a conheci.

Cidreira agora é doce (pelo menos comigo), tem casa, família, irmãos que detesta, tag própria no blog e será feliz para sempre.

Não importa se teremos muitos anos ou apenas alguns meses juntas. O que importa é que amor não escolhe idade, sexo, raça, cor, tempo, saúde, nada.

Amor é apenas amor. E se basta.

Seja bem-vinda, minha véia.

#partiuaposentadoria

#adoteumvelhinho

#velharabugenta

#paixãoantiga

Cidreira em Ibiuna 2

Antes, para poder ser examinada no abrigo.

E depois ❤

Porque eu sou brasileira e não desisto nunca

Cidreira demorou QUINZE ANOS para ter uma casa.

Quinze anos entocada em abrigos, escondida pelos cantos, brava, mal humorada e doente.

Quinze anos esperando uma chance, que não chegava nunca.

Até que hoje tudo mudou.

Hoje ela decidiu confiar, escolheu ser feliz e me pediu carinho pela primeira vez.

Só quem acolheu um velhinho sofrido e especial entende o que estou sentindo agora.

Sensação de vitória, de sucesso, de missão cumprida.

Para ela eu fiz a diferença.

Demorou, filhota, eu sei. Mas seu final feliz finalmente chegou.

Obrigada por acreditar em mim.

#adoteumvelhinho

#paixãoantiga

#velharabugenta

#correntedobem

Amor e paciência

Cidreira chegou em casa há três meses, brava, assustada e doente.

Achei que não fosse durar muito tempo e minha única preocupação foi dar um finalzinho de vida digno para ela.

Mas eu estava redondamente enganada.

Cidreira se transformou diante dos meus olhos de uma forma que nunca pude imaginar. Melhorou, amansou (pero no mucho), rejuvenesceu.

Os mais de quinze anos passam despercebidos cada vez que ela se estica, virando a pança gordinha para cima.

Ainda não aceita carinho, mas já me chama e vem correndo quando entro no sótão.

Sei que muitas pessoas não entendem os motivos de acolher um velhinho, com tantos filhotes dando sopa por aí.

A resposta está aqui. Três míseros meses fizeram toda a diferença na vidinha dela. As fotos e vídeos falam por si só.

Amor com amor se paga. E vale cada centavo ❤

#velharabugenta

#paixãoantiga

#correntedobem

Antes e depois Cidreira

Amassando pãozinho ♥♥♥

Nova hóspede

Sexta-feira à noite ligaram do abrigo dizendo que a Cidreira não estava passando bem.

Eu adoraria ter coragem de dizer “mal aê, estou muito grávida, fica para a próxima”, só que esse tipo de desculpa não cabe quando se trata de uma gata de quinze anos, com FIV+.

Qualquer dia pode ser o último.

Corremos para o hospital e os resultados dos exames não foram animadores. Cidreira está desidratada, com as funções renais comprometidas, deficiência de potássio e, a cereja do bolo, sangue nas fezes, ou seja, sem a menor condição de voltar para o abrigo.

O problema é que a Cidreira não colabora e eu não consigo fazer a fluidoterapia sozinha, com esse barrigón no caminho.

Ela é brava, bate sem dó. Com isso, somos obrigados a fazer todo o tratamento no hospital – e vender nossos rins para salvar os dela, claro.

Ração, remédios, areia, um cantinho gostoso, cuidados e amor eu garanto por aqui. Mas precisamos de ajuda com a conta hospitalar, que já ultrapassou a casa dos mil reais só no primeiro final de semana.

Alguém aí disposto a trocar a pizza do domingão por uma vidinha salva?

Qualquer valor ajuda, podem acreditar.

Afinal, gatinhas brutas e rabugentas também merecem uma chance, né?

Juntos somos fortes ❤

#correntedobem

#paixãoantiga

#velharabugenta

E.T: Os depósitos podem ser feitos direto na conta da tia Carol, usada apenas para manter nosso trio calafrio. Obrigada 🙂 :

Banco Itaú S.A.

Agência: 6369

Conta poupança: 32524-3/500

Andrea Carolina Benitez Santos

CPF: 295.730.118-08

Cidreira renal

Cidreira

Em 2001 eu estava na faculdade.

Ainda não morava na casa em que meus pais moram hoje, não tinha habilitação, não trabalhava no mesmo escritório.

Não conhecia o maridón, não tinha gatos, filhas, nem sequer sonhava em ser esposa ou mãe.

Mas a Cidreira já tinha nascido e vivia entre ruas e abrigos, esperando seu grande dia chegar.

De lá para cá, quinze anos se passaram.

Minha vida virou de cabeça para baixo. Vieram formatura, OAB, emprego, casa, gatos, cachorros, casamento, filhas… Nem meu nome é mais o mesmo.

Só que para a Cidreira, nada mudou. Com o passar dos anos, chegaram apenas a idade, a AIDS e os repetidos abandonos. Nada mais.

Cidreira continua em abrigos desde 2001, desejando uma família que nunca aparece.

Eu até poderia trazê-la para casa, porém tenho medo de que o Cravo ou a Petúnia acabem sozinhos naquela sala, sem adotantes nem amigos.

Preciso que os dois sejam felizes, para que ela possa ser feliz também.

Quinze anos é tempo demais.

Por isso, a promoção do dia é bem simples, uma oportunidade rara nessa vida: adote um ou dois gatinhos e salve três. Quem vai querer?

Google. Estou com sorte.

Valendo! 😉

#liquidaçãodolápisvermelho

#quinzeanosdesolidão

#nãocompreadote

#adotarétudodebom

#correntedobem

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Anúncio de classificados: grávida engajada pede ajuda – parte 3

Já contei aqui e aqui sobre a protetora que faleceu, deixando centenas de animais abandonados em uma situação calamitosa.

Dois anos se passaram e, nesse meio tempo, já pedi ajuda, já troquei os presentes das minhas filhas por doações, já chorei pelos que morreram, já fiquei grávida de novo.

Alguns dos quinze bichanos que acolhemos tiveram muita sorte e foram adotados por pessoas que os enxergaram além da pelagem e do preconceito.  Outros viraram estrelinhas sem nunca saber o que é ter casa e família.

Sobraram os últimos três esquecidos no abrigo e estou em pânico por vê-los envelhecer sem ter uma chance.

Por isso, resolvi abusar do meu zap-de-grávida-que-foi-agredida-por-uma-PESSOA-VESTIDA-DE-MINION-no-shopping essa semana e pedir ajuda de novo.

Petúnia é uma pretolina básica, de três anos, linda, delicada e muito doce.  Recebe as pessoas na porta, conversando e pedindo carinho.  Ela é uma gata de colo sem colo.  Viveu a vida toda sendo jogada de um abrigo para outro, sem saber o que é ter um sofá quentinho e um cafuné antes de dormir.  Mas nada disso impede que ela continue tentando todos os dias conquistar um humano para chamar de seu.

Cravo, assim como a irmã, também é preto e tem três anos.  Contudo, essa vida de abandono entristeceu seu coração.  Ele é desconfiado e tem medo das pessoas.  Fica observando tudo de longe, com receio de se aproximar.  Muito raramente pede um carinho e se esconde logo em seguida, sempre esperando o pior de nós.  Cravo é um gatinho que precisa ser conquistado por alguém com paciência, disposto a ensiná-lo a confiar mais uma vez.

Por último, temos a Cidreira, que é uma velhinha de uns quinze anos, tão, tão, tão assustada, que vive escondida.  Não circula entre os demais, não interage, não brinca, nem sai da toca.  Ela provavelmente nunca será uma gatinha companheira, nem pedirá carinho.  É aquele tipo de adoção especial, na qual se escolhe o gato pelo gato, não por nós.  Tudo que ela precisa é de um lugar para passar sua aposentadoria tranquila, com água fresca e comidinha boa.  Acho que não preciso dizer que a Cidreira é minha preferida, meu número em negrito e neon, né?

Todos eles estão disponíveis para adoção juntos ou separados.  São portadores do vírus da FIV, porém não desenvolveram a doença e isso não impede que convivam com outros bichanos “saudáveis”, assim como acontece na minha casa.

Será que entre tantos leitores queridos que passam por aqui, não existe um – ou dois, ou três – com um cantinho para receber um dos nossos filhos postiços e fazer uma grávida muito, muito, muito feliz?

Que tal abrir sua casa – e seu coração – para um gatinho especial e deixar o mundo um pouquinho mais bonito?

Nosso trio calafrio será eternamente grato.  E nós também.

#correntedobem

Petúnia

Petúnia 2

Cravo

Cidreira