Quem nunca foi Juma Marruá por uma noite que atire a primeira pedra

Essa é mais uma história real de uma pessoa xis, aleatória, escolhida na multidão.  Vamos chamá-la novamente de Paola.

Paola morou 3 anos no interior, fez vários amigos queridos e voltava sempre, frequentava as festas da cidade, passava suas férias lá, etc.

Pois bem. 

Um belo dia, estava na festa do hotel, comendo, bebendo, música alta, todo mundo conversando, dando risadas, sem prestar a menor atenção no que o apresentador estava falando.

Eis que Paola ouviu seu nome.

A galera começou a bater palmas, ela com aquela cara de virgem no puteiro, sem entender nada, “quiquitáacontessenu” coisa e tal, até que a puxaram para o palco.

O locutor colocou uma faixa, entregou uma medalha (guardada até hoje, uma relíquia) e só então Paola entendeu que tinha sido eleita…. (como dizer isso sem morrer de vergonha própria? Quero dizer, alheia, da Paola, coitada, claro)…. MISS ESTÂNCIA da festa.

Até aí tudo bem, Paola estava constrangida, mas pronta para usar os quatro “S” do seu pai – surgir, saudar, sorrir e sumir. Porque seu pai ensina coisas desse tipo, realmente úteis na vida, em vez de apenas “escova os dentes antes de dormir”. Fecha parenteses.

Só que o cara me entregou o microfone (aqui desencanamos da Paola, porque está difícil contar a história em terceira pessoa. Mas vcs podem continuar o exercício, por favor 🙄) e explicou que eu tinha que gritar “SEGUUUUUUUUUUUUUUUUUURAAAAAAAAAA PEÃOOOOOOOOO” bem alto, longo e demorado.

Pensei em simular um desmaio, mas já estava ali, com a medalha, galera olhando e tals.

Meu sobrenome é FairPlay, lá fui eu tentar falar.

Sem o menor sucesso, CLA-RO.

Desafinei horrores.

Ficou parecendo quando a pessoa entra direto no chuveiro gelado e tenta respirar, sabem? Tipo “PEÃUÃUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAOOOOOOOOOOOOO”.

Péssimo.

Devolvi o microfone roxa, procurando o botão de ejetar, todo mundo gargalhando e pensei “Bom, pelo menos acabou”.

Só que a vida é uma caixinha de surpresas, não é mesmo?

Uma das funções adicionais da Miss Estância, inventada ali na hora, era abrir os trabalhos da noite. Com um BERRANTE (sempre tem uma portinha no fundo do poço, minha gente. Impressionante. Dica mais valiosa do que os quatro “S” do meu pai, anotem aí).

A galera toda em silêncio esperando.  Peguei o tal berrante e pensei “Beleza, vi uns capítulos de Pantanal, não deve ter segredo”.

Olhei para a plateia, puxei o ar, fechei os olhos, assoprei com toda a força dos meus combalidos pulmões e o óbvio aconteceu: em vez do “AOWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW” esperado, longo, bonito, ele fez FUÉÉÉN.

Só.

Três segundos de silêncio, pessoal em choque com o #epicfail e eu escuto, do palco, a gargalhada da minha irmã 👌🏻👌🏻👌🏻👌🏻👌🏻👌🏻

(Sisterhood? Um beijo, me liga!).

Foi assim que se encerrou minha (não tão promissora) carreira meteórica como Miss Estância.

Praticamente um milagre eu conseguir me levantar da cama e seguir vivendo todos os dias.

Valeu, universo.

FIM

#forçapaola

#jumamarruáfeelings

#premiadafeelings

#FUÉNFUÉNFUÉN (literalmente)

Juma

Seguuuuuuuuuuuuuuuuuuraaaaaaaaaaaaa peãooooooooooooo!“(MARRUÁ, Juma).

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