Na saúde e na doença 

Darth Vader está doente e as perspectivas não são boas (o blog anda até meio monotemático entre pombas, gatos e cachorros, eu sei 😢).

Estou fazendo tudo que posso: fluidoterapia diária, coquetel de remédios, comidas alternativas, tratamento importado, experimental, T-U-D-O.

É muito doído saber que, em breve, vou perder meu negão.

Mas é ainda mais triste saber o quanto a Cidreira vai sentir falta dele.

Minha véia passa o dia ali, deitadinha ao seu lado, dando longos banhos no seu jedi.

Hoje, quando tentei pegá-lo para fazer soro, ela me mordeu e se colocou entre nós dois.

Sim, ela me ama. Porém seu companheiro é ele.

Foi amor incondicional desde o dia zero, à primeira vista.

E assim vai ser até que a morte os separe.

Amém.

💔

#GOdarh

#umjediparachamardeseu

#aesperadeummilagre

#veiarabugenta

#maktub

2 pensamentos sobre “Na saúde e na doença 

  1. Paula, vou te contar uma história na qual nem os veterinários que não participaram não acreditam:

    1. Pompom tinha quase 17 anos e estava comigo desde 01 ano de idade. Teve um tumor no pulmão que foi bem rápido, quando deu merda em dois dias morreu. Sofreu bem pouco, felizmente.

    2. Khadija foi adotada com 01 mês de vida, quando Pompom tinha 02 anos. Pompom a adotou, até gerou leite, foi a mãe dela incondicionalmente por quase 15 anos.

    Quando Pompom morreu, Khadija viu. Ficou muito, muito triste. Deprimiu. Bastante. Comia, tomava água, mas o olhar de tristeza era terrível. Pompom morreu com todos os dentes na boca, mas Khadija só tinha mais um, que estava inflamado. Tinha que tirar, mesmo com seus 14 anos, estava incomodando.

    Fiz todos os exames, raio X de pulmão, bioquímico, hemograma, tudo certo com ela, fez a anestesia inalatória, deu 40min no máximo o procedimento, eu acompanhei tudo o tempo todo. Voltou da anestesia, tinha reflexos, coração supimpa mas… Não queria respirar mecanicamente. Simples assim, ela queria morrer.

    Ficamos três horas na respiração por oxigênio e bombeando, tudo certo com ela, já estava acordada, mastigava a sonda e se negava a respirar. Quando meu marido chegou na clínica ela se sentou, voltou a respirar mecanicamente, estava zerada. Depois de 20 minutos com ela respirando sozinha tiramos o oxigênio (mas não a sonda) e ela parou. Parou, segurou, simplesmente parou. Foi a primeira parada cardíaca, estabilizamos, voltamos ao oxigênio, bomba, etc. Nesse meio tempo ela teve quatro paradas cardíacas, todas porque voltava a respirar sozinha, a gente confiava e depois ela se negava.

    No final ela deu um jeito do coração parar. Eu estava auscutando. Assim, do nada, respiração estável, e o coração parou. Ela quis ir. Ela quis ir com a Pompom, ela não queria mais.

    Ninguém acredita que um animal tem o poder de decidir sua vida, mas ela teve.

    Acontece que a Khadija tinha uma companheira que a amava,a Champinha, de 12 anos. Ficamos com medo de perder a Champinha também (que AMA a casa cheia de gatos, embora seja arisca com humanos, incluindo nós) e adotamos duas bebês.

    Agora a Champinha já se adaptou sem a Khadija (mas dessa vez, não deixamos ela ver o corpinho da irmã morta, como aconteceu com a Pompom) e está estável com seus novos amiguinhos e os antigos.

    Amor de bichinho é um amor espiritual.

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