Filha de peixe gateira é :) – parte 2

Gregório foi devolvido algumas vezes em adoções mal sucedidas, veio para casa como lar temporário há sete anos e acabou ficando.

De lá para cá nunca amansou. Deitou-se no meu colo uma única vez. Continua arisco, não aceita carinho, não se aproxima, é um gato invisível, sempre escondido pelos cantos.

Eu já tinha desistido de sociabilizá-lo. Estava conformada em cuidar dele por ele, sem nenhuma expectativa de retorno.  A regra do jogo era clara, tínhamos um amor de mão única.

Até que essa semana ele precisou fazer uma cirurgia na boca, ficou preso, isolado dos demais e permitiu alguns cafunés, em troca de sachês (o mundo é dos espertos).

Eis que entrei na varanda ontem e encontrei a Pi fazendo carinho nele, como se fosse a coisa mais natural e corriqueira do mundo.

Na cabecinha dela, se a Cidreira a aceitou, por que o Greg não aceitaria?

Eu, em um misto de orgulho e choque, fui filmar, incrédula. E tomei bronca porque “precisa falar baixinho, mamãe!”.

Ok, filhota.

Sou besta de discutir?

Como pais, macacos velhos, gateiros das antigas, achamos que sabemos, que conhecemos, que ensinamos. Ledo engano.  Na verdade, aprendemos com eles diariamente.  E o prazer é todo nosso, podem acreditar. ❤

#sementinha

#orgulho

#minime

#crescerjuntoétudodebom

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