Ser pai é…

Feliz dia dos pais ao pai que entende a diferença entre “ajudar a mãe” e assumir uma responsabilidade que também é sua. De peito aberto, com todo o amor do mundo.

Ao pai que troca fraldas, dá banhos e comida todos os dias.

Ao pai que fica deitado ao meu lado no chão, esperando enquanto eu faço as meninas dormirem, só para o caso de precisarmos de alguma coisa.

Ao pai chorão, preocupado, atento, que se desespera a cada arranhão das filhas, como se fosse um ferimento de guerra.

Ao pai que acompanha TODOS os exames, ultrassons, consultas ao pediatra e reuniões da escola.

Ao pai que levanta de madrugada para acalmá-las, dá colo, canta e conta histórias.

Ao pai que transforma o quarto das meninas em uma estufa mesmo no verão, só porque tem medo delas ficarem doentes.

Ao pai que liga e manda mensagens várias vezes ao dia, só para nos lembrar de que somos amadas.

Ao pai que lava o quintal, limpa as caixas de areia, compra ração e dá remédios, sem reclamar.

Ao pai que está sendo minhas mãos, meus braços e minhas pernas, agora que o barrigón pesou. Mas que nunca deixou de ser minha metade e o meu coração, porque sabe que dividir a vida é isso.  Venha o que vier.

Feliz dia dos pais ao pai que me deu os presentes mais lindos, incríveis e especiais do mundo.

O dia é dele, mas o privilégio é todo meu.

Te amo para sempre, lindão. ♥
Espero que seu dia seja extraordinário, como vc.

Party of five <3

Plano de parto

Depois de duas tentativas #fail de parto normal, o inevitável aconteceu: eu virei a louca do parto.

Tudo que não fiquei ansiosa das outras vezes, que não estudei, não me preocupei, nem me preparei está sendo compensado em triplo.  Fico analisando todas as possibilidades, o que pode dar errado, o que pode acontecer de diferente e me fazer parar em uma mesa de cirurgia de novo.

O bom é que agora tenho a segurança de que não ouvirei #mimimis do tipo “seu exame de strepto deu positivo”, “seu colo do útero ainda está fechado”, “uma vez cesárea, sempre cesárea”, etc, etc, etc.

Pelo contrário, meu médico disse com todas as letras que a probabilidade de ruptura uterina – mesmo após duas cesáreas (bem) recentes – é mínima e tenho 70% de chances de conseguir meu tão sonhado VBA2C.

Mas 30% ainda é muito.

Representa quase um terço de brecha para eu terminar frustrada como no parto na Lily.

E foi aí que me peguei rascunhando o que nunca pensei que faria na vida: um plano de parto.

Como não sei muito bem o formato que deveria ter, simplifiquei o cenário em duas listas básicas, uma com o que quero e outra com o que não quero que aconteça quando a Dora chegar.

Em resumo:

* EU QUERO:

– estar em um hospital;

– tomar anestesia;

– amamentar no primeiro minuto de vida;

– intimidade;

– banheira para o pré-parto;

– comer (#gordinhafeelings);

– esperar o máximo de tempo possível antes de desistir, mesmo que isso signifique muitas horas;

– maridón o tempo todo comigo;

– as meninas por perto, para conhecerem a irmã logo após o nascimento.

* EU NÃO QUERO:

– induzir o parto (quero respeitar a hora dela, como já falei aqui);

– gente em volta de mim durante as contrações e pródromos (mas na hora do nascimento quero a torcida do Flamengo, podem chegar!);

– parto domiciliar ou em casa de parto;

– chuveiro (call me ridícula, mas jamais conseguiria relaxar com o desperdício de água rolando solto.  Sou dessas, infelizmente);

– estourar a bolsa manualmente (a menos que seja condição sine qua non para continuar o processo de parto normal);

– ter uma doula;

– fazer episiotomia;

– ficar sozinha em uma sala de recuperação após o nascimento.

Caso todos esses itens sejam atendidos e, ainda assim, eu precisar de uma cesárea, tudo bem, vou aceitar.  Porque o mais importante estará lá: amor e respeito.  Por mim, pela Dora e pelo nosso momento.

O resto é resto.

Campanha #partocomrespeito.  Eu apoio, eu quero, eu mereço.

#VBA2Cvemnimim

Diálogos com o maridón – parte 12

Maridón filosofando durante o almoço:

– Fico pensando como minha mãe fazia com três moleques sozinha, quase sem apoio… Outros tempos, né?  Os homens não se envolviam tanto e a galegada ainda ficava dando palpite, reclamando, aquela beleza.  Isso porque minha mãe não era fácil, viu?  Ela era bem brava e geniosa.  ACHO QUE FREUD EXPLICA.

Aí eu pergunto: maridón teve a OUSADIA de chamar a esposa grávida de oito meses, toda trabalhada na progesterona, de brava AND geniosa ou é impressão minha?

E depois ainda dizem que o Chuck Norris é que não tem medo da morte.

#maridónfacts

#donjuanfail

#lógicamasculina

#fuééééééénnnn

Gravidez com serenidade, vc está fazendo isso errado – parte 2

O bom de estar grávida é ficar tranquila, enquanto os outros fazem as coisas e mimam vc, né?”.

Ahãm.  Senta lá, Cláudia.

Nos últimos cinco dias:

* Sexta-feira – passei três horas tentando resgatar um cachorrinho que corria desnorteado entre os carros e o maridón outras duas (❤️), sem sucesso. Corri, suei, abaixei, levantei e tomei uns quarenta olés caprichados, sem nenhuma ajuda.  Aparentemente, as pessoas acham comum ver uma grávida descabelada correndo de salto atrás de um cachorro, em plena avenida.  Desde então durmo e acordo todos os dias pensando nele atropelado.  Serenidade, sua linda.

* Sábado – Pilar se ralou inteira no asfalto da pista de corrida e chorou por horas a fio. Nem o band-aid da “cocokitty” salvou dessa vez (mas não podemos tirá-lo nem trocá-lo, claro).  Maridón se desesperou mais do que ela e tive que acalmar os dois, com frases maduras e pedagógicas do tipo “ninguém morre de ralado no joelho, se controlem!”.  Piaget morreria de orgulho (#not).

* Domingo – passei a noite entupida, com contrações doloridas e crise de enxaqueca.  Nada como aproveitar o tempo que ainda tenho para dormir e descansar (#sqn).

* Segunda-feira – contrações doloridas o dia todo + crise de enxaqueca + corrida para improvisar um bolinho para os amigos da escola da Pi, já que AGORA ela resolveu perguntar TODOS os dias quando será seu “parabéns” (esquecido por motivos de: vou estar parindo na época).

* Hoje – crise de enxaqueca + Pilar engoliu uma lasca pontiaguda do canudo de ACRÍLICO, o que automaticamente me transformou na mais nova fiscal do cocô alheio, por tempo indeterminado, sob pena de ter que sedá-la e fazer endoscopia.

Tudo isso sem considerar trabalho, medicação dos gatos (as pessoas estão começando a desconfiar que sou maníaco-depressiva e me mutilo nas horas vagas), além da rotina básica de uma casa com duas bebês e dezesseis bichos carentes.

Mas está tranquilo, está bacana, está leve.

Não é como se fosse chegar um recém nascido na família daqui a pouco e a mala da maternidade não tivesse sido nem desencaixotada do sótão, não é mesmo?

Oh, wait….

Valeu, universo.