Anúncio de classificados: grávida engajada pede ajuda – parte 3

Já contei aqui e aqui sobre a protetora que faleceu, deixando centenas de animais abandonados em uma situação calamitosa.

Dois anos se passaram e, nesse meio tempo, já pedi ajuda, já troquei os presentes das minhas filhas por doações, já chorei pelos que morreram, já fiquei grávida de novo.

Alguns dos quinze bichanos que acolhemos tiveram muita sorte e foram adotados por pessoas que os enxergaram além da pelagem e do preconceito.  Outros viraram estrelinhas sem nunca saber o que é ter casa e família.

Sobraram os últimos três esquecidos no abrigo e estou em pânico por vê-los envelhecer sem ter uma chance.

Por isso, resolvi abusar do meu zap-de-grávida-que-foi-agredida-por-uma-PESSOA-VESTIDA-DE-MINION-no-shopping essa semana e pedir ajuda de novo.

Petúnia é uma pretolina básica, de três anos, linda, delicada e muito doce.  Recebe as pessoas na porta, conversando e pedindo carinho.  Ela é uma gata de colo sem colo.  Viveu a vida toda sendo jogada de um abrigo para outro, sem saber o que é ter um sofá quentinho e um cafuné antes de dormir.  Mas nada disso impede que ela continue tentando todos os dias conquistar um humano para chamar de seu.

Cravo, assim como a irmã, também é preto e tem três anos.  Contudo, essa vida de abandono entristeceu seu coração.  Ele é desconfiado e tem medo das pessoas.  Fica observando tudo de longe, com receio de se aproximar.  Muito raramente pede um carinho e se esconde logo em seguida, sempre esperando o pior de nós.  Cravo é um gatinho que precisa ser conquistado por alguém com paciência, disposto a ensiná-lo a confiar mais uma vez.

Por último, temos a Cidreira, que é uma velhinha de uns quinze anos, tão, tão, tão assustada, que vive escondida.  Não circula entre os demais, não interage, não brinca, nem sai da toca.  Ela provavelmente nunca será uma gatinha companheira, nem pedirá carinho.  É aquele tipo de adoção especial, na qual se escolhe o gato pelo gato, não por nós.  Tudo que ela precisa é de um lugar para passar sua aposentadoria tranquila, com água fresca e comidinha boa.  Acho que não preciso dizer que a Cidreira é minha preferida, meu número em negrito e neon, né?

Todos eles estão disponíveis para adoção juntos ou separados.  São portadores do vírus da FIV, porém não desenvolveram a doença e isso não impede que convivam com outros bichanos “saudáveis”, assim como acontece na minha casa.

Será que entre tantos leitores queridos que passam por aqui, não existe um – ou dois, ou três – com um cantinho para receber um dos nossos filhos postiços e fazer uma grávida muito, muito, muito feliz?

Que tal abrir sua casa – e seu coração – para um gatinho especial e deixar o mundo um pouquinho mais bonito?

Nosso trio calafrio será eternamente grato.  E nós também.

#correntedobem

Petúnia

Petúnia 2

Cravo

Cidreira

Diálogos com o Tonho da Lua – parte 3

Tonho da Lua do estacionamento (estava demorando…):

– Doutora, o que vem agora?

– Outra menina, chega em setembro.

– Outra menina??? Dra., qual será o problema? O que a senhora e seu marido estão FAZENDO DE ERRADO na hora H?

Eu mereço, eu sei.

Essa foi pelo sorvete que eu não dividi com o coleguinha na primeira série, só pode.

E hoje é só segunda-feira.

Oremos.

#premiada

#raquelfeelings

#pagandopelospecados

Oração

“Meu amor, essa é a última oração

Pra salvar seu coração

Coração não é tão simples quanto pensa

Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor

CABEM TRÊS VIDAS INTEIRAS

Cabe uma penteadeira

Cabe nós dois…”

Feliz aniversário, lindão!

Aparentemente a Pi puxou o meu talento musical, mas o que importa é ter saúde, né?

Eu e as três Marias amamos vc.

#ohana

Quinteto

Vinte coisas aleatórias sobre mim (que ninguém perguntou)

Contexto do post: madrugada de uma sexta-feira chuvosa, com insônia, falta de luz e todos em casa dormindo.

Até cogitei acordar o maridón para dividir a preocupação com as pessoas e animais que estavam rua, mas achei melhor não despertar sua fúria, considerando-se que tenho 21 19 filhos para criar e o divórcio está carésimo.

Resolvi, então, contar fatos aleatórios sobre mim – que não farão a MENOR diferença na vida de vocês – para me apresentar ao pessoal novo que chegou por aqui (oi! ♥), em complemento às minhas confissões anteriores.

Caso me achem “excêntrica” (eufemismo mode ON), por favor, mintam.  Grávida sensível detected, lendo tudo do outro lado.

Vamos lá:

1) já derrubei a mesa em um casamento e fui até o banheiro toda suja, arrastando a toalha presa no salto do sapato.

2) salvo formigas, minhocas, lagartas e insetos em geral que aprecem por aí, para soltá-los no jardim. E obrigo o coitado do maridón a fazer o mesmo, inclusive com baratas (não quero matar, mas também não tenho coragem de pegá-las, argh!).

3) só sei digitar com dois dedos de cada mão. Mas juro que sou rápida.

4) amarro meus cadarços fazendo as duas orelhas do coelhinho até hoje, igual às crianças de três anos.

5) rompi o ligamento jogando futebol quinze dias antes do meu casamento e tive que entrar na igreja com o pé imobilizado. Meu pai rompeu o tendão uma semana depois, também jogando futebol, e teve que entrar comigo usando muletas. Os bancos da igreja tiveram que ser afastados meia hora antes da cerimônia, à revelia do padre, porque não cabiam o vestido, a decoração e as muletas no corredor da nave.  Culpo a minha mãe, que disse no caminho para a aula: “tem certeza de que vai jogar bola hoje, filha? Tão pertinho do casamento…”.

6) tenho verdadeiro horror a pegar estrada. Não por trauma do acidente de carro que tive na infância, mas sim por medo de atropelar um bicho ou encontrar bichos mortos/machucados/abandonados pelo caminho (o que invariavelmente acaba acontecendo).

7) já capotei meu carro a 30 km/hora e ele teve perda total.

8) eu odiava as aulas de educação física quando criança, a ponto de chorar porque não queria correr (se bem que isso acontece até hoje).

9) eu ando com uma ecobag e recolho o lixo reciclável dos lugares por onde passo ao longo do dia, para descartá-los no local certo.

10) eu quase fui abusada aos 15 anos, passei muito tempo achando que a culpa era minha e escrevi uma carta pedindo desculpas ao agressor (???).

11) queria ser astronauta quando criança, escrevi uma cartinha para a NASA e eles responderam!!! Desisti, porque minha mãe me convenceu de que astronautas comiam minhocas.

12) não consigo usar caneta tinteiro, porque sou canhota e borro tudo.

13) comemoro internamente sempre que tenho notícia de que alguém é vegetariano também e me sinto super próxima da pessoa, como se fossemos do mesmo time.  Tipo o Jared Leto (#cu-cooooo, eu sei).

14) como uma manga por dia, TODOS os dias, há uns 5 anos. E nunca enjoei.

15) eu amo, amo, AMO baralho. Porém, fico levemente competitiva durante os jogos.

16) tenho paixão por bichos (ah vá!) e já pensei mil vezes em ser veterinária, só que não tenho coragem de passar pela faculdade (fora que seria falida, mas abafa o caso).

17) já fiz os cursos mais bizarros que possam imaginar: de esgrima a ginástica rítmica, de escola de esportes a violão, de capoeira a dança do ventre. E era péssima em tudo.

18) meu filme preferido de todos os tempos é A Noviça Rebelde.  Sei todas as músicas (e alguns diálogos) de cor.

19) gosto de comer doces antes do salgado.  E sempre como um salgado depois do doce.

20) viro de ponta cabeça na cama no meio da noite e durmo invertida, desde que me entendo por gente.  Muitas vezes fico indo e vindo, puxando os gatos para mudarem de posição comigo (eles amam #sqn).

Pronto, era isso, povo de Sucupira.

A noite passou, a luz voltou, a vida seguiu e eu acabei de encontrar o post esquecido nas notas do celular.

Quase desisti de publicar, mas méh… de perto ninguém é normal, né?

Pelo menos agora vcs já sabem onde estão pisando.

Sejam bem-vindos! 😉

Incongruências hormonais, a gente vê por aqui

A barriga dobrou de tamanho de um dia para o outro, o cansaço quintuplicou, a coragem sumiu e eu, como pessoa madura que sou… chorei.

Chorei de exaustão porque a pança está pesada e não estou dando conta da vida.  Chorei porque as semanas passaram voando e já estou com nostalgia antecipada, não quero que a gravidez acabe (bem coerente, eu sei).

Chorei porque estou fazendo cinco mil coisas ao mesmo tempo, mas nada como deveria ou na qualidade que gostaria.

Chorei com a sensação de ninho vazio que a Catarina deixou e porque não tenho condições físicas de tentar salvar outro fiapinho agora.

Chorei porque meus cachorros estão carentes e não consigo dar a atenção que eles merecem.

Chorei porque durmo mal, acordo a noite inteira e tenho pesadelos horríveis nas poucas horas em que embalo.

Chorei na cama, no banho, no carro.

Aí minha terapeuta perguntou como eu estava hoje cedo e não consegui pensar em nada diferente de “ÓTIMA” como resposta.

Ótima porque estou feliz, realizada, vivendo uma fase linda.

Ótima porque, apesar do cansaço e das dificuldades, as coisas estão fluindo.

Ótima porque não existe lugar no mundo onde eu preferisse estar.

Ou seja, se olharem no Guiness Book, certeza que meu recorde estará lá: Ana Paula, engravidando, amamentando e sendo contraditória desde 2011.  Non stop.

E tudo bem. 🙂

#continueanadar

#27ªsemana

#vemdoravem

26 x 27 semanas Dora