Cidreira

Em 2001 eu estava na faculdade.

Ainda não morava na casa em que meus pais moram hoje, não tinha habilitação, não trabalhava no mesmo escritório.

Não conhecia o maridón, não tinha gatos, filhas, nem sequer sonhava em ser esposa ou mãe.

Mas a Cidreira já tinha nascido e vivia entre ruas e abrigos, esperando seu grande dia chegar.

De lá para cá, quinze anos se passaram.

Minha vida virou de cabeça para baixo. Vieram formatura, OAB, emprego, casa, gatos, cachorros, casamento, filhas… Nem meu nome é mais o mesmo.

Só que para a Cidreira, nada mudou. Com o passar dos anos, chegaram apenas a idade, a AIDS e os repetidos abandonos. Nada mais.

Cidreira continua em abrigos desde 2001, desejando uma família que nunca aparece.

Eu até poderia trazê-la para casa, porém tenho medo de que o Cravo ou a Petúnia acabem sozinhos naquela sala, sem adotantes nem amigos.

Preciso que os dois sejam felizes, para que ela possa ser feliz também.

Quinze anos é tempo demais.

Por isso, a promoção do dia é bem simples, uma oportunidade rara nessa vida: adote um ou dois gatinhos e salve três. Quem vai querer?

Google. Estou com sorte.

Valendo! 😉

#liquidaçãodolápisvermelho

#quinzeanosdesolidão

#nãocompreadote

#adotarétudodebom

#correntedobem

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2 pensamentos sobre “Cidreira

  1. Pingback: Nova hóspede | PAULAtinamente

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