Notícias da Catarina

Sábado olhei para a Catarina e me desesperei. Chorei, me despedi, achei que ela estivesse partindo.

O diagnóstico de PIF úmida era visível e ainda foi confirmado por três veterinários diferentes (um deles bastante famoso):

Cata Fiapinho

Acontece que não estou acostumada a entregar os pontos. Esse comportamento resignado – de apenas esperar passivamente uma doença horrível levar minha nova filhota embora – estava me enlouquecendo.

Marquei outra consulta, mais exames foram feitos e o hemograma acusou uma infecção avassaladora, que fez a veterinária (querida!) vir correndo até a minha casa em pleno domingo, só para aplicar a dose certa do antibiótico.

O resultado do remédio (somado à bomba de vitaminas e muitos mimos) está aqui:

Pode ser que a PIF leve meu fiapinho nos próximos dias. Ou a desnutrição, a pancreatite, a lipidose, os problemas intestinais ou renais. Ela está por um fio, eu sei.

Mas, apesar de tudo, sou incapaz de jogar a toalha. Não tenho coragem de desistir de uma gata que amassa pãozinho quando escuta a minha voz.  Não consigo, não posso, não quero.

Por isso, enquanto a Catarina quiser viver, estarei ao seu lado, fazendo TUDO que estiver ao meu alcance para garantir sua merecida aposentadoria.

Eu e ela, juntas, remando contra a maré. Até o fim.

#gocata

#fiapinho

#milagrinha

9 pensamentos sobre “Notícias da Catarina

  1. Terminei esse post com mais lágrimas nos olhos do que sempre…

    Minha avó, Catharina também (essa com H), por muitos anos foi um fiapinho! Teve avc, diabetes, pressão alta…o pacote completo… Ficou anos “por um fio”, muitas vezes acreditamos que faltava pouco, aí ela dava um sorrisão quando via uma filha ou enchia de beijos infinitos uma de nós, netas, ou gargalhava de uma piada que pensávamos que ela nem havia ouvido…
    Foram anos assim pra gente, racionalmente achando que não dava, mas vendo com os olhos e o coração que ELA QUERIA VIVER MAIS!
    E a gente ia fazendo o que dava, o que podia pra deixá-la mais confortável e feliz…

    Como a sua Catarina, talvez ela não tenha tido todos os anos que desejava e da maneira que desejava… Mas ela viveu (e a sua viverá) o quanto quis viver, cercada sempre de muito amor e cuidado – como a sua vive!
    Com a minha vó eu aprendi que desejos movem montanhas – e a sua Cata tá aí, amassando pãozinho e me fazendo lembrar dessa lição com muita emoção!

    Um beijo grande em vocês!

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