Foto-cassetada

Porque não basta sermos pais desnaturados, precisamos fotografar o momento exato do capote da filha, enquanto ela tentava ver o pipiu na janela, e ainda dar risada dos pezinhos jogados para cima, cada vez que abrimos a foto.

Ps: Ela ganhou colinho e cafuné logo em seguida, eu juro. Por favor, não chamem o Conselho Tutelar.

#worstmomever
#japafeelings

Imagem

Quem disse que amor não se ensina? – parte 2

Já contei aqui como estava tentando ensinar a Pi a amar a Farofa, sem esperar nada em troca.

Mas não são apenas as crianças que aprendem com essas relações, nem só nós, os adultos.  Os animais também aprendem a amar, quando respeitados.

Ao longo dos anos tive diversas provas,  bichinhos ariscos, ferais, começando a confiar e mudando seu comportamento por conta disso.  Foi um privilégio acompanhar de perto várias dessas transformações, porém a que mais me surpreendeu foi a da Paçoca.

A Paçoca foi resgatada recém-nascida e criada por mim na mamadeira.  Tudo lindo, perfeito, maravilhoso, só que não.  Paçoca era brava.  Sem explicações, sem motivos, sem traumas.  Ela era assim e pronto.

Mal tinha aberto os olhos e já fazia fuuuu para mim.  Quando a Pi nasceu, ela – bem enciumada e do alto dos seus trinta dias de vida – atacava as pessoas e mordia sem dó:

Imagem

As coisas foram piorando e precisamos de meses de muita paciência e tratamento homeopático até ela se acalmar.

O temperamento agressivo continua lá, Paçoca não é nada tolerante com estranhos.  Mas aprendeu a amar do jeitinho dela e nós a respeitamos assim.

No entanto, o que mais impressiona nessa história toda é a paciência dela com a Pi. As duas cresceram juntas e estão sempre grudadas.  Paçoca não aceita grandes intimidades nem carinho, só que vive ao lado dela e NUNCA a machucou, mesmo com alguns abusos por parte da Pi, até que os limites entre elas fossem delineados.  Parece até que sabe que ela ainda é filhote.  Ou é amor de verdade, vai saber.

Fiz questão de escrever esse post, após ler uma notícia estúpida sobre uma família que alega ter sido feita “refém” do seu gato de quatro anos, que teria tentado atacar o bebê da casa, com cerca de um ano.  Esse gato provavelmente não terá um final feliz, mesmo sendo evidente que o tal ataque não foi repentino, nem gratuito.

Infelizmente, não posso atravessar o continente e salvar esse coitadinho, então tento fazer meu trabalho de formiguinha e mostrar, mais uma vez, que amor e paciência operam verdadeiros milagres, vale a pena insistir.

Ou alguém ainda duvida?

#ohana

Imagem

Uma manhã típica na morada dos Ramos

Quintas-feiras são complicadas, porque fico sozinha com as meninas uma boa parte da manhã.

Essa última foi ainda pior, já que era dia de pediatra e eu tinha que arrumar todo mundo para sair antes das dez.

Antevendo a zona que iria ser, acordei bem mais cedo do que o normal e tomei meu banho com sucesso (o que não tem sido uma coisa óbvia ultimamente).

Aí resolvi dar banho na Lily, enquanto a Pi ainda estava dormindo, para evitar a fadiga.

Deixei a banheira enchendo e fui tirar a fralda dela. Voltei e a banheira estava vazia. Demorei alguns segundos para entender que a trava não estava onde deveria. Nem em lugar nenhum.

Pendurei a mangueira no alto, para a água não escoar e enchi de novo. Voltei com a Lily, encontrei a banheira vazia mais uma vez e o banheiro alagado. “Fios” pendurados e gatos não combinam, lição aprendida.

Respirei fundo, ignorei o lamaçal que virou a casa, enchi a banheira pela TERCEIRA vez consecutiva e fiquei ali ao lado, só para garantir que nada mais daria errado.

Cla-ro que a Pi acordou bem no meio do banho e eu tive que enrolar uma filha na toalha e sair correndo para resgatar a outra, antes que ela destruísse o quarto todo e se arrebentasse.  Mais água pela casa, mais lama, mais choro (prefiro não revelar de quem).

Ok.  Banhos, fraldas e alimentação múltiplos depois – exceto para mim, que continuei esfomeada – descobri que o maridón levou o car seat para passear no trabalho dele, do outro lado da cidade, e eu não tinha como transportar a Lily.  Tivemos que improvisá-la na cadeirinha da Pi e torcer para não encontrar meu pai – o homem do trânsito – pelo caminho (para quem não tem filhos é tipo carregar um ovo em uma caixa de sapatos e esperar que ele não quebre).

Consulta ok, Lily um tourinho, como sempre (Pi, com a mesma idade, tinha meio centímetro e UM QUILO a menos. Onde vamos parar, minha gente??), fui pagar o médico e… tchanãn! Pegadinha do maridón número 2: talão estava vazio, passei por caloteira.

Vc acha que acabou? Nananinanão!  Ligue agora e ainda ganhe de brinde um carro preso entre outro veículo e uma caçamba, uma bolsa esquecida no pediatra e uma quiança chorando por horas a fio, porque não quer usar o babador.

Tudo isso apenas até o meio dia.

Onde pede para sair, 02?

#killmenow

Família felina pela Pi

Ainda naquela linha do último post, ontem percebi que a Pi conhece nossos gatos pelos nomes.

Ninguém nunca parou para ensinar, porém, acho que de tanto ouvir, ela acabou aprendendo.

Por enquanto, ela só consegue chamar a Farofa-fa (“o-a-áááá”), o resto é “ga-tô”, genericão mesmo. Mas ela aponta um por um certinho e, o mais impressionante, não confunde NUNCA os dois pretolinos ♥

Com vcs, a nossa família:

#ohana