Leitinho bom

Já falei aqui sobre a importância da doação de sangue e hoje gostaria de falar sobre uma outra forma de amor ao próximo: a doação de leite.

Por algum motivo que não sei explicar, eu produzo MUITO leite (mesmo sendo vegetariana desnutrida #not).

Tanto que, durante a amamentação da Pi, o funcionário do Banco de Leite veio buscar a doação da semana e perguntou, surpreso:

– Vc que é a Ana Paula doadora?!? Puxa!! Desculpe-me pelo mau jeito… É que eu imaginava que vc fosse mais MATRIARCA-HOLANDESA, sabe?

Enfim, sutilezas a parte, não vou mentir dizendo que é simples ou fácil, pois não é. Toma tempo, dá trabalho, é chato e desgasta. Ninguém quer perder mais 15, 20 minutos de sono tirando leite, após as mamadas da madrugada, ainda mais quando elas acontecem a cada hora e meia, como no meu caso (socorro!!!).

Contudo, saber que um pequeno esforço seu está ajudando a salvar uma vida torna qualquer sacrifício pequeno e dá forças para continuar.

No réveillon do ano passado, por exemplo,  a enfermeira do hospital ligou para me contar que estavam dando um ml do meu leite, a cada x minutos, para um bebezico prematuro, que estava lutando para sobreviver. UM ML!

Ou seja, não existe ajuda insignificante, não existe pouco, não existe boa ação menor.

Quem doa leite doa amor, doa tempo, doa saúde. Mas, acima de tudo, doa vida. E isso não tem preço.

Que tal fazer sua parte para tornar o mundo um lugar melhor? Tudo que vc precisa é de uma bomba de leite, um exame de sangue e boa vontade. Ficou interessada? Pergunte-me como! 🙂

#correntedobem

#muuuuuuuuuu

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Doação da semana 🙂

Entre mamadas da madrugada, karaokês e carinhos no Figo

O ano mal começou e já vou pedir desculpas por estar ausente e meio monotemática. É o que acontece quando seu universo gira em torno de fraldas, mamadas e Galinha Pintadinha. Na verdade, diante das circunstâncias, estou fazendo o melhor que posso, garanto.

Para vcs terem uma ideia, o ápice do dia ontem foi descobrir que minha TV a cabo tem um canal de karaokê. Maridón e eu nos divertimos horrores, cantando três músicas inteiras – se alguém revelar que uma delas foi Single Ladies, com direito à coreografia, eu nego até a morte! – mas aí a Pi acordou e tivemos que voltar para o fantástico mundo dos pais em tempo integral, até UMA HORA DA MANHÃ, quando finalmente conseguimos fazê-la dormir de novo.

Não estou reclamando não. Apesar do cansaço extremo, esses dias têm rendido momentos de muita fofura e me farão sorrir com saudade no futuro, tenho certeza (ou pelo menos é o que eu digo para me animar entre uma mamada e outra, durante a madrugada).

Como prova, deixo aqui um videozinho da Pi ontem, animadíssima às onze e tralalá da noite, no maior estilo: “desse irmão eu gosto, mãe!”:

(não entendeu? Clique aqui)

É cansativo, é difícil, é puxado, eu sei. Mas é muito, muito estranho eu estar morrendo de amor mesmo assim?

#padecendonoparaísofeelings