105 dias

Foram pouco mais de cem dias escondida pelos cantos, saindo só de vez em quando, vencida pela curiosidade ou pelos petiscos.

Cem dias entre um flagra e outro no sofá, um “bom dia” na cozinha ou um passeio rápido pela sala.

Cem dias tentando chegar perto dela, sempre em vão.

Porém hoje foi diferente.

Hoje a Farofa me olhou nos olhos, subiu no sofá e se deitou ao meu lado pela primeira vez.

Ainda sem contato físico, com pavor do toque, fugindo ao menor sinal de movimento.  Mas ela se esforçou e ficou lá, firme, nitidamente contrariando todos os seus instintos de defesa, que a impediam de se aproximar de mim.

Hoje a Farofa escolheu confiar.  Escolheu tentar, escolheu relaxar, escolheu ser feliz.

Não sei o que mudou, o que aconteceu durante o dia, o que a fez ter coragem, nem o que desencadeou o processo.

O que eu sei é que cada minuto de espera desses cento e cinco dias acabaram de valer a pena.  Cento e cinco dias controlando os impulsos, sem forçar a aproximação, sem encostar, sem invadir o espaço, sem ultrapassar os limites dela.

Está aí a prova de que não existe caso perdido.  Amor, paciência e respeito operam verdadeiros milagres.  Basta abrir o coração e acreditar ♥

“Tudo vale a pena, se a alma não é pequena” (Fernando Pessoa).

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#alienfeelings

Quem nunca conviveu com uma grávida não imagina como são os movimentos do bebê e, geralmente, se surpreende ao descobrir que sim, dá para vê-los pelo lado de fora da barriga.

Sensação única, indescritível, especial e…. bizarra, admito.

Para os curiosos de plantão, segue um teaser da Cecília quebrando o coco e arrebentando a sapucaia na barriga da mamãe ♥

#Iliketomoveitmoveit

#vemlilyvem

#amormaior

Sobre as dificuldades de se criar filhas vegetarianas e saudáveis em um mundo onde se come mal

Essa semana fui buscar a Pi um pouco mais cedo na escola e acompanhei – chocada – o jantar da turminha do berçário.

Para minha absoluta indignação, a Pi era a única bebê que comia verduras, legumes e salada.  Todos os demais viravam a cara ou pediam para tirar o verdinho do prato.

Fiquei pensando se seria influência dos pais, se não foram ensinados, se é falta de costume ou paladar mesmo.  Mas nada justifica uma criança de um ano tomar coca-cola na mamadeira e não aceitar um pedaço de cenoura.

Já contei aqui que sou muito rigorosa com a alimentação da Pi.  Doces, frituras e refrigerantes ainda não fazem parte do cardápio dela e pretendo manter assim por um bom tempo.

Não que as tranqueiras não entrem na minha casa ou que sejamos hippies naturebas, muito pelo contrário.  Confesso que como chocolate TODOS OS DIAS, por exemplo.  Só não vejo sentido em dar refrigerante para uma criança que nem sabe o que é aquilo e que ficaria igualmente feliz com um copão de suco fresquinho ou até mesmo água.  Por que vou ensiná-la desde cedo a consumir coisas que todos sabemos que fazem mal para a saúde, se  posso adiar esse momento?

Na festinha de aniversário da Pilar fiz questão de fazer um cardápio saudável, sem frituras, refrigerantes e afins.  O mais engraçado não foi ver a cara de decepção dos pequenos quando ouviam que só tinha suco natural ou água de coco, mas sim a frustração dos próprios pais ao perceber que não teria refrigerante, mostrando que o hábito está enraizado em toda a família.

Não fosse suficiente toda essa rebelião alimentar, minhas filhotas também são vegetarianas desde a barriga (muito mais por uma questão ideológica do que apenas por saúde, admito).  Nunca comeram nenhum animal e vivem muito saudáveis assim, obrigada.

Nem vou entrar no mérito da carga hormonal embutida nas carnes, dos antibióticos, do sofrimento ou da crueldade.  Meu objetivo não é catequizar ninguém, muito menos tornar o texto sensacionalista.  Tento apenas fazer o que acredito ser o melhor para minha família e ensiná-la a amar e respeitar todos os seres, inclusive os animais – por que não?

E antes que falem em “ditadura” ou me chamem de xiita, já digo que tenho consciência de que não poderei impor meus princípios e valores para as meninas.  Posso, no máximo, mostrar o que acontece, explicar o que é aquilo, torcer para que elas entendam e não queiram comer.

Até o momento não tive nenhuma dificuldade, porém sei que será inevitável alguém oferecer um cachorro quente para elas em uma festinha infantil ou um misto quente na casa dos amiguinhos.

Ainda não pensei como vou lidar com isso, não estou preparada.  Provavelmente terei que multiplicar as sessões de terapia nessa fase, mas, por enquanto, vou remando contra a maré e vivendo um problema de cada vez.

Se estou certa ou errada, o tempo irá dizer.

#geraçãococacola

Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos” (Paul McCartney).

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Peixinhos são amigos, não comida ♥

Gestonta – parte 2

Já contei aqui, que a mulher passa por uma fase de emburrecimento distração durante a gravidez, por causa do caos hormonal que invade o nosso ser.

Mas o que tenho percebido agora, ao contrário do que aconteceu na gestação da Pi, é que o crescimento da barriga é diretamente proporcional à diminuição dos neurônios, ou seja, quanto mais grávida estou, mais limitada vou ficando.

Não sei se terei outra filhota loira, se fui consumida pelo cansaço ou se sempre fui burrinha e vivi em negação.  Porém, fato é que ando com muitos motivos para me envergonhar.

Fora os clássicos “marcar dois compromissos no mesmo horário”, combinar e esquecer, perder a chave do carro TODOS os dias, etc e tal, eu ainda consegui sair da minha sala, atravessar o escritório, pedir meu carro no estacionamento e só então perceber que eu estava DESCALÇA no meio da rua, pisando no asfalto (prato cheio para o Tonho da Lua, eu sei)

Não contente, pedi para o maridón buscar uma encomenda na Vila MARIANA, naquele trânsito delícia de quinta-feira à noite, pré-feriado, quando, na verdade, o endereço certo era pertinho de casa, na Vila MADALENA.  E ele nem gritou comigo, taí uma vantagem de cultivar sua pancinha, recomendo.

Para completar a tríade interdição, saí com o carro errado da terapia, com cor completamente diferente do meu. Só percebi porque o carro era manual e eu, pilota que sou, deixei morrer já na rampa da garagem.  Afinal, melhor do que passar por maluca na frente de todos, é passar por maluca barbeira (ainda bem que não estava tentando fazer uma baliza, poderia ser bem pior).

Alguma chance de colocar a culpa no calor, no PT, no Lulu, no Tubby ou na copa?

Oremos…

#passandovergonhadesde2011

#jogaforanolixofeelings

#diasdemagda

#vemlilyvem

Soneca coletiva

Em tempos de contagem regressiva, bateu saudades de ter uma RN em casa e dessas tardes de preguiça…

Tanto amor que nem cabe ♥

Posso querer conhecer minha filhota logo e, ao mesmo tempo, continuar grávida por mais um ou dois meses?

Coerência é para os hormonalmente estáveis, o que – convenhamos – nunca foi muito o meu caso mesmo.

#vemlilyvem

#túneldotempo

#ohana

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Últimos dias

Últimos dias, reta final.

A exaustão bateu forte, especialmente com o trabalho no Bazar do AUG ontem, mas continuamos muito bem, obrigada. Uma ou outra azia, uma ou outra contração mais forte, um pouco de desconforto em determinadas posições e só. Tenho mesmo muita sorte.

Agora tudo que preciso é manter a mente aberta, a espinha ereta e o coração tranquilo (além de tentar não sofrer por antecipação, pensando na saudade que vou sentir do barrigón, claro).

Falta pouco 🙂

#novemeses

#fotosdasemana

#vemlilyvem

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Amor incondicional ♥

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