Entrando no oitavo mês \o/

Esse fim de semana demos uma fugidinha rápida para um hotel fazenda, já que tínhamos muitos motivos para comemorar: aniversário de casamento, dia das crianças e a entrada no oitavo mês de gravidez.

Pois é, minha gente, também levei um susto.

Só porque eu queria que esses nove meses se arrastassem, já prevendo a falta que sentirei do barrigón, parece que o processo todo correu em fast forward, para me contrariar.

Mal pisquei e lá se foram quase oito meses, sem que eu pudesse aproveitar as cambalhotas e chutinhos ou dar a milésima chance para a yoga de grávidas (minha experiência foi tenebrosa, hippie demais para mim. Quem aguenta aquilo?).

A barriga cresceu bastante nos últimos dias, minhas noites de bruços foram para o beleléu e o umbigo finalmente estourou, dando aquela sensação bacana de que vou explodir a qualquer instante. Meu primo, muito gentil, disse que estou parecendo um termômetro de peru, o que é uma comparação ÓTEMA para uma vegetariana (#sqn).

Enfim, a partir de agora, Lily deve ganhar cerca de 250 gramas POR SEMANA e triplicar seu peso, para eu ficar bem pesada e inchada no calorzão de novembro/dezembro, aquela delícia toda (isso porque nem entrei no mérito das meias de compressão, solenemente ignoradas até o momento).

Mas ser mãe é padecer no paraíso e a palavra de ordem ainda assim é felicidade.  Cansaço está ali, seguindo de perto, semifinalista, porém o texto perderia um pouco da poesia, então é melhor irmos com felicidade mesmo, mais bonito.

Felicidade por estar bem e por ter dado tudo certo até agora.

Olhos, braços e coração abertos, para receber o que está por vir.

Com exceção das meias de compressão que não vão rolar nem a pau, Juvenal.  Não mesmo.

#vemlilyvem

#ohana

Imagem

Filho famoso

Já contei no facebook que a equipe do Dr. Pet filmou alguns episódios de uma série sobre comportamento felino aqui em casa.

Além das dicas super úteis, fiquei feliz por ajudar de alguma forma a estimular o convívio com animais em geral, especialmente com gatos, que ainda sofrem muito preconceito por aí.

O resultado é uma série bacana, com cinco vídeos, que serão lançados nos próximos meses.

Esse é o primeiro episódio, no qual o Dr. Pet ensina como aproximar um gato e um cachorro, até que ambos possam conviver em harmonia:

Guigolino Buzina deu um show, se comportou muitíssimo bem com a Estopinha, não ficou tímido diante das câmeras e conquistou toda a equipe de produção. É tanto amor, que nem cabe ♥

E esse é o teaser, também com a minha turminha quase toda (apenas os dois gatos peludos não são meus):

Só falta a idade para oficializar minha condição de velha-louca-dos-gatos, eu sei. Mas sou limpinha e já faço terapia, portanto, é o que temos para hoje.

#orgulho
#buzinaaaaa

Vigilante do peso

Diálogo com o Tonho da Lua funcionário do estacionamento aqui do escritório (o mesmo que perguntou se eu estava “grávida ou gordinha” da outra vez):

– Ô, dra., e a menina, como está?

– Está ótima, cada dia maior! Fez um aninho já.

– Um ano, já? Então os quilinhos a mais ficaram mesmo, né, dra.? Lembro da sra. tão magrelinha!

Raquel quis muito, muito, MUITO fazer um comentário maldoso sobre a pança de chopp do cidadão, mas Ruthinha estava feliz, entra em férias na segunda-feira, e explicou que a Cecília nasce em dezembro.

Quem precisa de Carol Buffara, quando se tem um manobrista/fiscal dos quilos?

#patrulhamedidacertamodeON

A síndrome do caminhoneiro

Eu tenho uma teoria de que as pessoas contam apenas o lado mágico e lindo da gravidez por absoluta vergonha de revelar certos detalhes.  Melhor do que pensar que é por maldade, no maior estilo “pula que a água está quentinha!”, sabem?

Enfim, como já tenho fama de mãe escrachada mesmo e não tenho vergonha na cara, resolvi colocar os pingos nos is e falar sobre a síndrome do caminhoneiro, que atinge algumas grávidas, principalmente no último trimestre.

Por algum motivo bem injusto, não basta vc ficar gorda, feia e cheia de celulites durante esse período (das estrias e hemorroidas eu ainda consegui escapar, por enquanto. Toc, toc, toc!).  O universo ainda precisa humilhar vc e rir da sua cara.

A sua barriga – que já está bem cheia com um certo bebê ocupando todo e qualquer micro espacinho que existe, inclusive entre as costelas – se enche de gases DO NADA.  E eles precisam sair dali. E dói.  Aí o que acontece? Vc começa a SOLTAR PUNS E ARROTAR, esteja onde estiver, na frente de quem for.  Perdi a conta das amigas grávidas que acharam estar sentindo o bebê mexer no primeiro trimestre e tiveram que ouvir do médico: “não, queridinha, são apenas gases”.

Puro glamour, só que não.

Eu ainda tive muita (muita, muita, muita, muita) sorte e escapei desse processo todo durante as duas gestações, provavelmente porque não engordei tanto assim, ou porque já acontece tanta coisa bizarra na minha vida, que acharam justo me poupar de virar o Bino.

Maaaaaaaaassssssss, como nem tudo são flores cheirosinhas, existe um outro efeito colateral do qual não consegui fugir: minha respiração, que nunca foi lá uma Brastemp, foi para as cucuias de vez.

Aparentemente, o aumento no volume sanguíneo gera um tráfego intenso nas vias nasais ou algo do gênero.  Resultado: vivo entupida e com o nariz sangrando.  Consequência: a princesa deixou de ser a Bela Adormecida para virar a Fiona, roncando ressonando por aí (eufemismo, seu lindo!).

Ou seja: aquela grávida que vc viu andando na rua, linda, serena, com a mão delicadamente repousando sobre a barriga, provavelmente está PEIDANDO, ARROTANDO E RONCANDO como se não houvesse amanhã.

Ninguém conta, ninguém comenta, todo mundo finge que não percebeu.  Porém, a verdade nua e crua está lá, para quem quiser sentir/escutar.

E segue o jogo, porque, afinal de contas, faz parte do tal “milagre da vida”.  Agora, pelo menos, eu já falei em voz alta.  Vc não precisa mais tentar colocar o culpa no cachorro.

#éumaciladabino