Cross fit no hospital MODE ON

Aí a pessoa está em repouso pelas contrações antecipadas, mas dá uma escapadinha rápida, para visitar o avô recém-operado no hospital e pensa: “vou aproveitar e conhecer a ala nova da maternidade, dizem que ficou ótima!”.

Deixei minhas coisas no quarto, no décimo andar, e resolvi descer de escada, afinal seria apenas um lance (#gênia).

Passei pela porta corta-fogo, desci até o nono andar e aí encontrei a porta travada por fechadura eletrônica. Voltei para o décimo andar para buscar meu crachá e – adivinhem só! -também encontrei a porta trancada.

Fui descendo, descendo, descendo e encontrando tudo fechado, até o estacionamento 3.

Plano A de fuga fracassado, comecei a subir os lances de volta, sem fôlego, sem sucesso, sem lenço nem documento.

No meio do caminho, encontrei um telefone vermelho de emergência  e fiquei naquele duelo mental, pensando se estupidez aguda se caracterizaria como urgência, em um ambiente hospitalar. O que eu iria dizer? “Alô, moço da emergência? Eu estou presa na escada!”. Não, não iria rolar.

Quando já estava perdendo a esperança e o pouco da dignidade que ainda me restava, um funcionário da cozinha passou por mim, mas não me deixou entrar, porque eu não estava com a vestimenta correta. Algo sobre ANVISA e regras de higiene pessoal.

Diante da negativa e já acreditando que eu moraria para sempre naquelas escadas, tipo a loira do banheiro, fiz o que qualquer mulher adulta e madura faria: comecei a chorar.

Minha cara de desespero deve ter sido tão convincente, que o cozinheiro ficou com pena de mim, largou tudo e veio me ajudar, super solidário.

Ele me deixou atravessar a cozinha encostada na parede, me acompanhou até a catraca, passou seu crachá e – wait for it – CHAMOU O ELEVADOR PARA MIM, me guiando de volta, sã e salva, até o décimo andar.  Praticamente um herói montado no chapéu branco.

Papelão de mulherzinha grau máximo, eu sei.

Ainda bem que esse tipo de vexame a Globo não mostra.

#gestonta

#premiadafeelings

O pacotinho de açúcar mais amado do Brasil

Meu dia ontem começou com o telefone tocando às sete horas da manhã, com um pedido de ajuda para um gatinho atropelado, que acabou virando estrelinha. Passou por uma briguinha básica com a Vivo e terminou com meu avô, de 96 anos, caindo, quebrando o cotovelo, a mão e tendo que fazer cirurgia.

Como resultado, tive contrações indesejadas e um ultrassom morfológico #fail, sem imagem nenhuma, porque a Cecília estava agitadíssima e em “posição de defesa” (coração partido, com dó da minha filhota).

A boa notícia é que estamos ótimas, ultrapassamos a barreira das 24 semanas e do meio quilo, ou seja, Lily já é um bebê “viável”. Se nascer hoje, não será mais considerada um aborto (afe!) e poderá sobreviver, mediante cuidados intensivos.

Minha caçulinha está com 28 cm e 564 gramas de puro agito, fazendo baladas homéricas na barriga da mamãe e boicotando os paparazzi, que esperavam ansiosamente por uma imagem 3D.

Como não se pode querer tudo na vida, ao invés disso, conseguimos um close tabajara do nariz e outro da mão. É o que temos para hoje.

#lilybaladeira

#vemlilyvem

#amormaior

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Diálogos com o maridón – parte 4

Eu: “Coloca um ovinho para cozinhar para a Pi, enquanto eu tomo banho, por favor?”

Marido: “Qual ovo? De codorna?”

Eu: “Não, o normal”

Marido, esquecendo que mora aqui há seis anos: “Onde fica?”

Eu: “Na geladeira”

Marido: “Onde na geladeira?”

Eu: “Na última prateleira”

Marido: “Achei! E agora, como eu faço?”

Eu: “Ferve água e, depois que estiver fervendo, deixa o ovo cozinhar por 15 minutos”.

Marido: “Tiro a casca?”

Eu: “Não, coloca na panela com casca e tudo”

Marido: “Ok”

Após meia hora, saio do banho e pergunto: “A Pi comeu?”

Marido: “Ainda não, me atrapalhei com o ovo”

Eu: “CO-MO????”

Entro na cozinha e me deparo com uma cena de guerra, a leiteira (????) toda melecada, fogão sujo e ovo para todo lado, misturado com água.

Eu: “O que aconteceu aqui?”

Marido: “Os ovos estouraram quando eu os JOGUEI na panela, mas consegui pescar uma parte e reaproveitar”.

Quem acha melhor pedir para a Pi fazer o próprio ovo da próxima vez levanta a mão! o/

#asagadoovo

#didáticaparacromossomoY

#lógicamasculina

Concorrência desleal

Demorou exatamente um ano, mas o dia que eu temia chegou: gordinha descobriu a ração dos gatos.

Não posso deixá-la dois minutos “solta”, que ela engatinha correndo até os potes e enche as mãos.

Quem não está gostando nada da concorrência desleal é o Chandon. Ouvi dizer que ele está até organizando um protesto, muita gente para dividir o pão nosso de cada dia.

Só é uma pena que a ração não seja vegetariana, mas pelo menos o cabelo dela ficará incrível e ela não terá bolas de pelo tão cedo.

#burlandoadietafeelings

#saudadesdatorradinha

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Mãe bagunçada

Nunca fui do tipo que atrasa duas horas, mas também nunca fui pontual (sorry, vó!).

Nunca fui daquelas pessoas estudiosas, que se dedicam, fazem mil anotações durante as aulas.  Era da turma que deixava para estudar aos 45 do segundo tempo, na véspera da prova, com anotações das colegas e minhas notas eram sempre boas, ou seja, estímulo zero para fazer diferente (filhas, quando vcs forem ler esse blog, desconsiderem esse parágrafo, pf).

O resumo da ópera é, portanto, bem simples: em uma família toda certinha como a minha, sempre fui meio esculhambada e esse comportamento refletiu diretamente no meu papel como mãe.

Tenho amigas bastante rigorosas com a rotina dos seus filhos.  Horários para dormir, brincar, comer e tomar banho.  Toda a programação familiar gira em torno das necessidades dos pequenos.

Não estou dizendo que essa postura é certa ou errada.  Porém, se eu tentasse ser assim, enlouqueceria no primeiro mês.  Minha natureza não é essa.  Odeio limitações, restrições, correntes.

Para mim é importante ter liberdade e maleabilidade nos horários, acordar com calma, deixar as coisas tomarem seu tempo.  Odeio correria e obrigações que não fazem tanto sentido, como horário para almoçar aos finais de semana, por exemplo.

Claro que rotina é importante, mas não podemos nunca nos tornas escravos dela e viver engessados.

A vida já é tão complicada, que não dá para se levar tudo a ferro e fogo. Melhor escolher no que seremos rigorosos e deixar o resto fluir de forma mais leve e flexível.

Por isso, as coisas em casa são meio bagunçadas.  A Pi não tem horário fixo para tomar banho ou comer e isso nunca atrapalhou em nada.  Também nunca fui a maníaca do esterilizador, até porque, convenhamos, ela vive no meio da bicharada e vitamina S não faz mal a ninguém.

Optei por ser intransigente com questões que realmente importam, relacionadas aos nossos princípios, como alimentação (frituras, doces, refrigerantes e animais não fazem parte do cardápio das meninas) e comportamento, especialmente à mesa.  Tenho verdadeiro horror àquelas crianças que ficam correndo pelo restaurante ou que obrigam os pais a comerem em esquema de rodízio.  Eu sei que não se cospe para cima, porque certamente cai na testa, mas sigo tentando, a esperança é a última que morre.

Se vai funcionar ou não, só o tempo irá dizer.   Mas, enquanto o futuro não chega, vou sendo feliz no intervalo.

Pequenos progressos

Farofa é uma gata triste.  Triste mesmo, como poucas vezes vi.  Não é arisca, é apenas assustada e tem um vazio no olhar de partir o coração.

Parece que entende tudo que aconteceu nos últimos dias e sabe do que escapou.  Ou pior, não entendeu nada, sente saudades da antiga família e pensa que a vilã sou eu.  Como explicar para alguém que ama incondicionalmente, que foi deixada para trás?

Apesar de ter experiência com animais traumatizados, o comportamento da Farofa estava me tirando o sono. Dias encolhida, apática, na mesma posição, sem comer, beber água, nem se mexer. Cada vez que alguém entra no quarto, ela treme e fica ofegante, respirando com a boca aberta e a linguinha para fora (isso é um sinal perigoso, gatos podem até ter uma parada respiratória de puro stress).  Estava com muito medo dela ficar doente ou de ativar o vírus da AIDS.

Mas, quando desci hoje cedo, me deparei com a seguinte cena: Farofa na janela, olhando um passarinho e lambendo a patinha.

Gata que se lambe, quer viver. Gata que tem curiosidade para ver o mundo também.

Claro que o flagra durou apenas 10 segundos, assim que ela me viu, voltou correndo para o esconderijo. No entanto, foi suficiente para renovar minha esperança de que tudo ficará bem.

A apatia e o olhar triste estão com os dias contados, podem apostar.

Farofa-fa terá o seu “e viveu feliz para sempre”, tenho certeza 🙂

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Ourives #fail

Aí o maridón mandou gravar as alianças com uma frase da nossa música, bem breguinha romântica, como deve ser: “Sou mais eu porque sou vc”.

Lindo, profundo, sentimental. Caetano, Toni Garrido e Orfeu juntos aprovariam, tenho certeza.

Porém, quando chegou o pacotinho, abri toda feliz e TCHARAM!

Estava lá, gravado, em definitivo: “Sou mais eu, porque sou MAIS VC”.

Ana Paula Braga e Louro Cazé, prazer.

Depois o marido perde a aliança no mar e ainda reclamo.

#fuenfuenfuen